quinta-feira, 15 de maio de 2025

ÉTICA

ÉTICA Por Valdenir Rodrigues Um Apelo à Reflexão e à Responsabilidade Nobres amigos leitores da nossa página semanal Editorial aqui no site oficial da nossa querida Rádio Asa Branca FM, os chamo a refletir! No mundo atual, caracterizado pela tecnologia, globalização e rápidas mudanças sociais, a ética tornou-se um tema de crescente importância. A ética, em essência, é o estudo dos princípios morais que guiam nossas ações e decisões, sendo fundamental para uma convivência harmoniosa e um progresso sustentável na sociedade. Ao buscarmos maior desenvolvimento econômico e tecnológico, frequentemente nos deparamos com dilemas éticos que não podem ser ignorados. É fácil cair na tentação de buscar benefícios próprios ou de alguns poucos, negligenciando as consequências para os outros ou para o meio ambiente. No entanto, a ética nos chama a considerar as implicações a longo prazo e a promover o bem-estar de todos os seres humanos, bem como o respeito pela natureza que nos cerca. Nos negócios e na política, a ética se torna ainda mais crucial. A corrupção, o suborno e o abuso de poder têm minado a confiança nas instituições e gerado desigualdades injustas na distribuição de recursos. É necessário que os líderes se guiem por princípios éticos sólidos e se responsabilizem por suas ações, buscando sempre o bem comum e a justiça para todos. Da mesma forma, no âmbito pessoal, a ética se reflete em nossas relações interpessoais. Respeitar os outros, praticar a empatia e mostrar compaixão são componentes fundamentais para construir uma sociedade mais coesa e humana. A ética nos lembra que cada indivíduo merece dignidade e respeito, independentemente de suas diferenças culturais, religiosas ou sociais. Na era das redes sociais e da informação instantânea, também surge um desafio ético importante: a disseminação de notícias falsas e a propagação de ódio e desinformação. Aqui é onde cada indivíduo deve assumir a responsabilidade de verificar a veracidade das informações antes de compartilhá-las, e os meios de comunicação devem aderir a altos padrões éticos para oferecer uma visão equilibrada e precisa dos fatos. Além disso, a ética também abrange nossa relação com o meio ambiente. A sobreexploração de recursos naturais e a contaminação irresponsável ameaçam a sustentabilidade do planeta e afetam as gerações futuras. Cada um de nós tem a responsabilidade de adotar práticas mais respeitosas com o meio ambiente e promover a conservação dos recursos naturais para garantir um futuro próspero para as próximas gerações. Em resumo, a ética é uma bússola moral que nos guia na tomada de decisões e em nossas ações diárias. Desde o âmbito pessoal até o empresarial e político, a ética deve ser o alicerce sobre o qual construímos uma sociedade mais justa, compassiva e sustentável. A reflexão ética e a assunção de responsabilidade são essenciais para superar os desafios atuais e construir um futuro melhor para todos. Não nos esqueçamos de que somos seres sociais e que nossa interação com os outros e com o mundo ao nosso redor é determinada por nossas escolhas éticas. Vamos aspirar a ser agentes de mudança positiva, promovendo a ética em cada ação e decisão que tomamos. Somente assim poderemos construir uma sociedade mais ética e um mundo melhor para todos.

segunda-feira, 21 de abril de 2025

INTERPRETAÇÃO ERRADA SOBRE O SER HUMANO DIVINIZADO

A PAZ DE DEUS! SEGUNDO AS ESCRITURAS, TODA A NARRATIVA DA BÍBLIA SAGRADA, É A CRIAÇÃO E FORMAÇÃO DO SER HUMANO, REAFIRMANDO, MAIS UMA VEZ, A GRANDIOSIDADE E PODER DO NOSSO DEUS TODO PODEROSO, ESPECIALMENTE, NAS PASSAGENS BÍBLICAS DE GÊNESIS 1.26,27 E GÊNESIS 2.7! SEGUNDO AS ESCRITURAS, A CARNE(NATUREZA CARNAL) E O ESPÍRITO(NATUREZA ESPIRITUAL) OPÕEM-SE UM AO OUTRO!!! GÁLATAS 5.16,17 OU SEJA, FORMAÇÃO DO SER HUMANO, SEGUNDO AS ESCRITURAS: SER HUMANO : NATUREZA CARNAL + NATUREZA ESPIRITUAL SER HUMANO : NATUREZA CARNAL(OBRAS DA CARNE) + NATUREZA ESPÍRITUAL(FRUTO DO ESPÍRITO) SER HUMANO : NATUREZA CARNAL(SIMBOLIZADO PELO DIABO/ADVERSÁRIO/REINO DAS TREVAS) + NATUREZA ESPÍRITUAL(SIMBOLIZADO POR CRISTO/REINO DE DEUS/LUZ) CONCLUSÃO : 1) QUANDO O SER HUMANO CRUCIFICA/MORTIFICA A CARNE, ELE(SER HUMANO) RESSUSCITA!!! PASSOU DA MORTE PARA A VIDA!!! É A PRÓPRIA RESSURREIÇÃO DE CRISTO!!! SIMBOLIZA A LIBERTAÇÃO DO EGITO(EGITO-SIMBOLIZADO PELA NATUREZA CARNAL)!!!! RESSURREIÇÃO DE CRISTO : ANDAR EM ESPÍRITO! É NÃO ANDAR NAS OBRAS DA CARNE! 2) QUANDO O SER HUMANO CRUCIFICA/MORTIFICA O ESPÍRITO, ELE(SER HUMANO) MORRE!!! PASSOU DA VIDA PARA A MORTE!!! É A PRÓPRIA MORTE DE CRISTO!!! SIMBOLIZA A ESCRAVIDÃO DO EGITO(EGITO-SIMBOLIZADO PELA NATUREZA CARNAL)!!! MORTE DE CRISTO : É ANDAR NAS OBRAS DA CARNE! É NÃO ANDAR EM ESPÍRITO! QUANDO O SER HUMANO DESFAZ AS OBRAS DA CARNE, ELE VIVE CRISTO, VIVE A EXPRESSÃO DE 1JOÃO 3.8... "CRISTO SE MANIFESTOU PARA DESFAZER AS OBRAS DO DIABO!! DIABO : É A NATUREZA CARNAL DO SER HUMANO/É O EGITO(OBRAS DA CARNE) CRISTO : É A NATUREZA ESPÍRITUAL DO SER HUMANO(FRUTO DO ESPÍRITO) GLÓRIA AO NOSSO DEUS TODO PODEROSO!! UM TAL DE RICARDO COMENTANDO NO VÍDEO DO ANTÔNIO CARLOS COSTA.

sábado, 1 de março de 2025

CARNAVAL FESTA DAS ORGIAS E DO DIABO

O Carnaval tem origem na Antiguidade e foi trazido para o Brasil pelos portugueses durante a colonização. Origem do Carnaval no mundo Na Babilônia, as sacéias eram uma festa em que um prisioneiro assumia o papel de rei, vestindo-se como ele e dormindo com suas esposas. As festas de origem greco-romana, como os bacanais, eram marcadas pela embriaguez e pela entrega dos prazeres da carne. O carnaval de Veneza, um dos mais antigos, foi criado em 1094 por Vitale Falier, na Praça de São Marcos. Origem do Carnaval no Brasil O entrudo foi uma das primeiras manifestações carnavalescas no Brasil, trazida pelos portugueses entre os séculos XVI e XVII. O entrudo era uma brincadeira popular em que as pessoas saíam às ruas sujando umas às outras com lama, urina, etc. O entrudo foi proibido em 1841, mas continuou até meados do século XX. A palavra Carnaval A expressão popular "carne vale" significa "adeus à carne", significando o período de jejum que se aproxima. A expressão italiana "carne levare" significa "remover a carne", uma vez que a carne é proibida durante a Quaresma. "A história do Carnaval é relacionada principalmente com a Idade Média, mas remonta aos festivais realizados Idade Antiga. Apesar de ser uma tradicional festa popular realizada em diferentes locais do mundo, sendo, inclusive, a mais celebrada no Brasil, o Carnaval não é uma invenção brasileira. Apesar do forte secularismo presente no Carnaval, a festa é tradicionalmente ligada ao catolicismo, uma vez que sua celebração antecede a Quaresma. A palavra Carnaval é originária do latim, carnis levale, cujo significado é “retirar a carne”. Esse sentido está relacionado ao jejum que deveria ser realizado durante a Quaresma e também ao controle dos prazeres mundanos. Isso demonstra uma tentativa da Igreja Católica de controlar os desejos dos fiéis." Veja mais sobre "História do Carnaval" "Resumo sobre a história do Carnaval A história do Carnaval é antiga. O Carnaval tem forte ligação com o catolicismo, sendo entendido como uma festa cristã por ter relação direta com a Quaresma, criada no contexto da Idade Média. Essa festividade também possui relações com festivais realizados na Idade Antiga. São exemplos desses festivais as Sacéias e a comemoração do ano novo na Mesopotâmia (Babilônia) e a Saturnália e a Lupercália (Roma). As festividades da Idade Antiga eram marcadas principalmente pela subversão de papéis sociais. A Igreja Católica buscou ressignificar as festividades pagãs, dando um senso cristão aos excessos cometidos durante esse período, que passou a acontecer antes da Quaresma.  A lógica que regia as festas da Antiguidade era a mesma para o Carnaval na Europa da Idade Média e da Idade Moderna: inversão total da ordem. A história do Carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. O entrudo foi uma das primeiras manifestações carnavalescas brasileiras. Origem do Carnaval Alguns estudiosos entendem o Carnaval como uma festa cristã, pois sua origem, na forma como entendemos a" "festa atualmente, tem relação direta com o jejum quaresmal. Isso não impede que sejam traçadas as origens históricas que nos mostram a influência que o Carnaval sofreu de outras festas que existiam na Idade Antiga. Na Babilônia, duas festas possivelmente originaram o que conhecemos como Carnaval. As Sacéias eram uma celebração em que um prisioneiro assumia, durante alguns dias, a figura do rei, vestindo-se como ele, alimentando-se da mesma forma e dormindo com suas esposas. Ao final, o prisioneiro era chicoteado e depois enforcado ou empalado. Outro rito era realizado pelo rei no período próximo ao equinócio da primavera, um momento de comemoração do ano novo na Mesopotâmia. O ritual ocorria no templo de Marduk (um dos primeiros deuses mesopotâmicos), onde o rei perdia seus emblemas de poder e era surrado na frente da estátua de Marduk. Essa humilhação servia para demonstrar a submissão do rei à divindade. Em seguida, ele novamente assumia o trono. O que havia de comum nas duas festas e que está ligado ao Carnaval era o caráter de subversão de papéis sociais: a transformação temporária do prisioneiro em rei e a humilhação do rei frente ao seu deus. Possivelmente a subversão de papéis sociais no Carnaval, como os homens vestirem-se de mulheres e outras práticas semelhantes, é associável a essa tradição mesopotâmica. A associação entre o Carnaval e as orgias pode ainda relacionar-se com as festas de origem greco-romana, como os bacanais (festas dionisíacas, para os gregos). Seriam eles dedicados ao deus do vinho, Baco (ou Dionísio, para os gregos), marcados pela embriaguez e pela entrega aos prazeres da carne. Havia ainda, em Roma, a Saturnália e a Lupercália. A primeira ocorria no solstício de inverno, em dezembro, e a segunda, em fevereiro, que seria o mês das divindades infernais, mas também das purificações. Tais festas duravam dias, com comidas, bebidas e danças. Os papéis sociais também eram invertidos temporariamente, com os escravos colocando-se nos locais de seus senhores, e estes colocando-se no papel de escravos. " "Cristianismo(CATOLICISMO ROMANO) e Carnaval As festas citadas eram, naturalmente, celebrações pagãs e eram extremamente populares. Com o fortalecimento de seu poder, a Igreja não via com bons olhos essas celebrações nas quais as pessoas entregavam-se aos prazeres mundanos. Nessa concepção do cristianismo, havia a crítica da inversão das posições sociais, pois, para a Igreja, ao inverter os papéis de cada um na sociedade, invertia-se também a relação entre Deus e o demônio. A Igreja Católica, então, procurou ressignificá-las dando-lhes um senso mais cristão. Durante a Alta Idade Média, foi criada a Quaresma — período de 40 dias antes da Páscoa caracterizado pelo jejum. Tempos depois, as festividades realizadas pelo povo foram concentradas nesse período e nomeadas carnis levale. A Igreja pretendia, dessa forma, manter uma data para as pessoas cometerem seus excessos, antes do período da severidade religiosa. Nesse momento, o Carnaval estendia-se durante várias semanas, entre o Natal e a Páscoa." "Carnaval na Europa medieval e moderna" "Durante os carnavais medievais, por volta do século XI, no período fértil para a agricultura, homens jovens que se fantasiavam de mulheres saíam às ruas e aos campos durante algumas noites. Diziam-se habitantes da fronteira do mundo dos vivos e dos mortos e invadiam os domicílios, com a aceitação dos que lá habitavam, fartando-se com comidas e bebidas, e também com os beijos das jovens das casas. Durante o Renascimento, nas cidades italianas, surgia a commedia dell'arte, teatros improvisados cuja popularidade ocorreu até o século XVIII. Em Florença, canções foram criadas para acompanhar os desfiles, que contavam ainda com carros decorados, os trionfi. Em Roma e Veneza, os participantes usavam a bauta, uma capa com capuz negro que encobria ombros e cabeça, além de chapéus de três pontas e uma máscara branca." "A lógica que regia as festas da Antiguidade era a mesma para o Carnaval na Europa da Idade Média e Moderna: o mundo de cabeça para baixo. Sendo assim, tratava-se de um período de inversão proposital da ordem, portanto, as restrições das vidas das pessoas eram abolidas, e os papéis que existiam naquela sociedade, invertidos. A partir do século XVI, houve iniciativas de impor o controle sobre as festas carnavalescas no continente. Essa tentativa de silenciamento foi uma reação aos conflitos religiosos que atingiam a Europa naquele período, mas também pode ser explicada como forma de impor controle social. Outra explicação pode ser o conservadorismo vigente que buscava demonizar as festas populares." "Carnaval no Brasil A história do Carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma brincadeira de origem portuguesa que, na colônia, era praticada pelos escravos. Nela, as pessoas saíam às ruas sujando umas às outras jogando lama, urina etc. O entrudo foi proibido em 1841, mas continuou até meados do século XX. Depois surgiram os cordões e ranchos, as festas de salão, os corsos, e as escolas de samba. Afoxés, frevos e maracatus também passaram a fazer parte da tradição cultural carnavalesca brasileira. Marchinhas, sambas e outros gêneros musicais foram incorporados à maior manifestação cultural do Brasil."

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

PRECISAMOS DE AVIVAMENTO ESPIRITUAL

Dr Shedd sobre: Quando o Avivamento é necessário? 1. Quando a Oração deixa de fazer parte vital da vida da Igreja; 2. Quando a busca pela Verdade Bíblica diminui e o cristão se sente satisfeito com o que sabe. 3. Quando ensinamentos sobre coisas eternas não penetram no coração. 4. Quando os cultos não são motivados de Alegria e Prazer. 5. Quando as conversas sobre coisas espirituais são superficiais. 6. Quando esportes, recreação e entretenimento tomam lugar amplo e necessário no estilo de vida. 7. Quando pecados do corpo e da mente podem ser praticados sem questão de consciência. 8. Quando a aspiração pela santidade na imagem de Cristo não tem lugar dominante na vida e na mente. 9. Quando aquisição de dinheiro e posses materiais se tornam preocupações centrais na vida. 10. Quando é possível pronunciar as palavras dos cânticos do culto sem envolver o coração. 11. Quando a divisão entre membros não Igreja não é motivo de preocupação entre irmãos. 12. Quando é possível assistir filmes depravados e programas de TV depravados sem desistir ou sentir-se ofendido. 13. Quando não há tristeza pela falta de poder espiritual. 14. Quando falta música na alma, cânticos no coração. 15. Quando se ajusta prazerosamente ao estilo de vida no mundo. 16. Quando é possível ouvir a situação dos povos não alcançados pelo Evangelho sem sentir qualquer desejo de orar, contribuir ou muito menos mandar meu filho para lá.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

O Galo Que Cantou Quando Pedro Negou Jesus Não Era Uma Ave?

Mateus 26.34 Jesus respondeu: "Eu lhe digo a verdade: esta mesma noite, antes que o galo cante, você me negará três vezes". Essa profecia foi proferida três vezes: (1) João 13:38 , relativo ao fato, não ao tempo; (2) Lucas 22:34 , na sala de jantar; (3) e por último, Mateus 26:34 ( Marcos 14:30 ), no Monte das Oliveiras. Existia uma lei judaica que proibia a criação de galos em Jerusalém. Esta lei estava descrita no tratado mishnar. Explicação Mishnar* era um tratado de lei judaica que proibia a criação de galos em Jerusalém, por causa das coisas santas. A lei também proibia que sacerdotes criassem galos em qualquer lugar da terra de Israel. De fato, havia uma regra na lei judaica que era ilegal ter galos e galinhas nas cidades santas por questões higiênicas. Jerusalém era tida como uma cidade santa e as galinhas sujariam a cidade. Passagem bíblica Na Bíblia, Jesus disse a Pedro: "Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes". O que a passagem quer dizer? Algumas pessoas questionam como a passagem bíblica pode dizer sobre o cantar do galo, se não havia galos perto do local da crucificação de Jesus. Inventaram uma explicação e dizem que era o toque de trombeta para troca da guarda romana. Em Marcos 13.35, a expressão “cantar do galo “ possui um sentido cronológico: “Vigiais, pois, porque não sabeis quando virá o Senhor da casa; se à tarde (1ª vigília: das 18h às 21h), se a meia-noite (2ª vigília: das 21h às 0h), se ao cantar do galo (3ª vigília: das 0h às 3h), se pela manhã (4ª vigília: das 3h às 6h)”. Mas o que não dizem é que, em Jerusalém moravam além de judeus, romanos, e vários grupos que não concordavam com essa lei; existiam os herodianos, publicanos, meretrizes, pecadores de todos os tipos de pecados. E com certeza foi um galo de pena e bico. Mas será que o galo e a galinha eram conhecidos nos tempos de Jesus? A resposta é sim! Em umas de suas mais impressionantes palavras sobre Jerusalém, Jesus usa exatamente esse animal como pano de fundo de Sua fala. Não seria natural Jesus usar um bicho desconhecido para trazer ensinos: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Mateus 23:37). Observe que temos a clara menção da cena clássica da mãe galinha toda zelosa pelos seus filhotinhos. De onde Jesus tirou essa cena? De algo desconhecido? Evidente que não! Havia também no Novo Testamento o uso do canto do galo como um indicativo de um determinado horário, vejamos: “Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã” (Marcos 13:35). Observe que nesse texto o canto do galo é situado entre meia noite e o amanhecer. Como o galo costuma cantar antes da chegada do amanhecer, nesse texto possivelmente se refira ao horário da madrugada, possivelmente a terceira vigília da noite (entre meia noite e três da manhã). Então, nesse contexto aqui, sim, “cantar do galo” se refere a um horário. Vejamos agora o caso de Pedro. Feitas essas três observações, agora vamos ao texto onde Jesus diz que Pedro iria negá-lo: “Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que duas vezes cante o galo, tu me negarás três vezes” (Marcos 14:30). Alguns dizem que esse texto está fazendo menção de um tipo de toque que os romanos davam na madrugada para marcar qual era o horário (parecido com aqueles relógios com sinos que soam em algumas igrejas). Dizem alguns, então, que esse galo mencionado por Jesus não era uma ave, pois os judeus não podiam ter galinheiros em Jerusalém. Vamos analisar se isso é verdade? O Talmude (que é um comentário sobre as leis judaicas) diz que os judeus eram proibidos de ter galináceos, pois larvas de insetos que procriavam nos excrementos das galinhas facilitavam a contaminação da carne dos sacrifícios. Isso é um fato. Porém, precisamos pontuar algumas coisas aqui para, então, tirar nossa conclusão: (i) Os romanos não tinham proibição alguma de ter galos e judeus que não seguiam as leis judaicas também faziam como queriam. Sendo assim, galos em Israel era algo totalmente possível. A própria citação de Jesus sobre “galinha” que mencionamos acima prova isso. Dessa forma, o canto do galo que Pedro ouviu podia sim ser de um galo (ave) que estava ali; (ii) No texto que mencionamos acima em Marcos 14:30, galo vem da palavra grega “alektor”, usada para “galo” ou para “o macho de qualquer ave”. Sendo assim, o escritor estava sim descrevendo uma ave aqui. Nesse sentido, a meu ver não temos nesse texto uma simbologia, mas uma literalidade. (iii) A dinâmica da narrativa não parece estar ligada a um horário específico (um sinal tocado em determinada hora), como se Pedro fosse negar Jesus antes da sinalização romana de um determinado horário. O texto parece mostrar certa surpresa, quando Pedro nega Jesus e imediatamente o galo canta. E isso acontece não somente uma vez. (iv) Em diversos outros textos, quando temos menção de horários em que ocorrem acontecimentos na madrugada, não temos o uso de “galo” para designar esses horários. Seria lógico que se o galo fosse uma designação padrão para esse “toque romano” que marcava horários na madruga, que isso fosse citado mais vezes. Mas o que vemos é que isso não ocorre, pelo contrário, a maioria das citações são as famosas “hora sexta”, “hora nona”, “hora undécima”, etc, que eram a forma mais comum de citação de horários. (6) Portanto, finalizo dizendo que não há elementos suficientemente fortes para crermos que o galo mencionado no momento em que Pedro negou Jesus não era uma ave. Tudo no texto aponta para o canto do animal que trouxe à mente de Pedro a negação que fez de Jesus diante das pessoas. Portanto, O Galo que cantou tinha pena e Bico.

sábado, 8 de fevereiro de 2025

FIZ UMA PERGUNTA AO GROK DO "X" SE VOCÊ FOSSE O DIABO O QUE FARIA PARA O CRISTÃO NÃO ORAR?

Fiz uma pergunta ao Grok IA do X: O  que você faria se fosse o diabo para o cristão não orar?

Resposta:


Se eu fosse o diabo, aqui estão algumas táticas que poderia usar para impedir que um cristão orasse:


Distração: Inundar a vida da pessoa com atividades, preocupações ou entretenimento para que ela não tenha tempo ou disposição para orar. Isso poderia incluir excesso de trabalho, mídias sociais, séries de TV, jogos, etc.

Dúvida: Plantar sementes de dúvida sobre a eficácia ou a necessidade da oração. Isso poderia envolver pensamentos como "Deus não vai ouvir mesmo" ou "Minha oração não faz diferença".

Desgaste Emocional: Aumentar o estresse, a ansiedade ou a depressão para que a pessoa se sinta incapaz de se concentrar ou até mesmo de querer orar.

Conflito: Criar conflitos pessoais, familiares ou sociais que consomem a atenção e a energia emocional, desviando o foco da oração.

Procrastinação: Sugerir que há sempre tempo para orar mais tarde, levando a uma postergação contínua até que a prática da oração se torne rara ou inexistente.

Falsas Alternativas: Oferecer práticas espirituais ou religiosas que parecem mais fáceis ou imediatamente gratificantes, mas que afastam da prática da oração cristã tradicional.

Auto-suficiência: Fomentar um sentimento de que a pessoa pode resolver tudo por si mesma, diminuindo a percepção da necessidade de recorrer a Deus através da oração.

Pecado e Culpa: Incentivar comportamentos pecaminosos que, em seguida, induzam sentimentos de culpa, fazendo com que a pessoa se sinta indigna de se aproximar de Deus em oração.

Desinteresse Espiritual: Promover uma visão mundana e materialista da vida, onde a espiritualidade e a oração são vistas como irrelevantes ou sem sentido.

Isolamento: Isolar o cristão de uma comunidade de fé onde a oração é incentivada e praticada coletivamente, tornando a prática individual mais difícil.


Essas são, claro, especulações baseadas em como o "diabo" é muitas vezes retratado na teologia cristã como um antagonista que tenta desviar os fiéis de sua prática religiosa.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

O FORMALISMO

Formalismo bíblico é a tendência de dar mais importância aos rituais e à observância do que ao significado. O formalismo religioso pode diminuir a alegria, a espontaneidade e a vitalidade cristã. Ele pode congelar a essência e valorizar apenas a aparência. O formalismo pode ser observado na forma de orar, por exemplo. O Que é Formalismo Religioso? Descubra como o formalismo religioso pode obscurecer a verdadeira essência espiritual, priorizando rituais sobre conexão genuína e compaixão. ................................................................................................................................................................... O que é Formalismo Religioso? O formalismo religioso é um fenômeno presente em várias tradições ao redor do mundo. A ênfase excessiva nas formas externas e rituais de uma religião obscurece a essência espiritual e o significado interno dessas práticas. Isso resulta em uma abordagem superficial da fé. A observância dos rituais se torna mais importante do que a conexão genuína com o divino e com os princípios éticos e morais da religião. Esse fenômeno pode ser observado de diferentes maneiras, dependendo das tradições religiosas específicas. Em algumas religiões, o formalismo está relacionado a uma aderência rígida aos rituais litúrgicos, enquanto em outras, está ligado a uma interpretação estrita da lei religiosa. Independentemente da forma que assume, o resultado é uma ênfase desproporcional nas formas externas em detrimento da conexão espiritual e moral. Na perspectiva da Bíblia, o formalismo religioso é caracterizado pelo foco exagerado nos rituais e tradições em detrimento do coração e da verdadeira conexão com Deus. Ao invés de compreender o significado por trás dos rituais, as pessoas se preocupam apenas em seguir as regras, o que pode levar à hipocrisia e falta de compaixão. Jesus frequentemente criticava esse comportamento, enfatizando a importância da sinceridade e do amor verdadeiro a Deus. Características do Formalismo Religioso: Ritualismo: O ritualismo excessivo é uma das principais características do formalismo religioso. Isso se manifesta na atenção exagerada dada aos rituais e cerimônias, onde o cumprimento meticuloso desses rituais é visto como essencial, mesmo que a compreensão do seu propósito seja negligenciada. Como resultado, as pessoas podem se tornar presas a uma prática religiosa mecânica e vazia, sem um verdadeiro significado espiritual. Legalismo: Outra característica do formalismo religioso é o legalismo, que se refere a uma mentalidade focada na observância estrita das regras e regulamentos religiosos. Nesse contexto, as pessoas podem se preocupar mais com a conformidade externa do que com a compreensão e internalização dos princípios éticos e espirituais subjacentes. Essa abordagem superficial da religião pode priorizar a obediência às leis e regulamentos em detrimento do crescimento espiritual e da compaixão. Exibicionismo: O exibicionismo religioso também é uma característica comum do formalismo religioso, onde as pessoas buscam ostentar sua piedade religiosa de maneira pública e visível. Isso pode incluir exibir símbolos religiosos, participar de atividades religiosas em público ou buscar reconhecimento social por meio de práticas religiosas externas. No entanto, essa exibição muitas vezes carece de uma conexão genuína com a espiritualidade e pode ser motivada por razões egoístas, como o desejo de status social ou aceitação. Exemplos de formalismo religioso na bíblia: Dadas as características mencionadas sobre o formalismo religioso, vamos agora explorar alguns exemplos bíblicos para aprofundar o entendimento dos irmãos na fé: Lavagem das Mãos (Mateus 15:1-9):Neste episódio, os fariseus e escribas criticam Jesus e seus discípulos por não lavarem as mãos antes de comer, de acordo com as tradições dos anciãos. Jesus responde, destacando como eles priorizam as tradições humanas, mas menospreza os mandamentos de Deus. Sábado e Cura (Lucas 13:10-17): Jesus cura uma mulher encurvada durante o sábado, e os líderes religiosos o repreendem por violar a lei do descanso sabático. Jesus responde, enfatizando a compaixão sobre a estrita observância do sábado. Criticaram Jesus por curar em um dia especifico, mas eles mesmo fazia tantas coisas erradas em nome de Deus. Dízimo das Hortelã, Endro e Cominho (Mateus 23:23-24): Jesus repreende os escribas e fariseus por darem o dízimo de pequenas ervas, mas negligenciarem os princípios mais importantes da justiça, misericórdia e fé. Ele os acusa de serem guiados pelo formalismo religioso, enquanto ignoram a verdadeira essência da fé. A oferta como um ato vazio, e não como um sinal de gratidão e devoção a Deus. Oração Pública (Mateus 6:5-6): Jesus adverte contra a oração em locais públicos para ser visto pelos outros, destacando a importância da comunicação sincera com Deus em vez do exibicionismo religioso. Ele enfatiza a necessidade de uma oração íntima e pessoal. Esses exemplos ilustram como o formalismo religioso pode desviar o foco dos princípios fundamentais da fé. Prioriza rituais e tradições externas em detrimento da verdadeira espiritualidade e compaixão. Impactos do Formalismo Religioso: Um dos impactos mais significativos do formalismo religioso é a alienação espiritual que pode causar. Quando as pessoas se concentram apenas nas formas externas da religião, elas podem se sentir desconectadas de sua fé e espiritualidade. Isso ocorre porque a ênfase excessiva nos rituais pode obscurecer a verdadeira essência da religião, tornando-a uma prática vazia e sem significado. Além disso, o formalismo religioso está frequentemente associado à hipocrisia religiosa, onde as pessoas mantêm uma fachada de piedade externa, mas carecem de uma verdadeira devoção interior e integridade moral. Isso pode levar à alienação e desconfiança dentro das comunidades religiosas, minando a coesão e o senso de propósito compartilhado. Outro impacto do formalismo religioso é a estagnação espiritual. Quando as pessoas se concentram apenas na observância dos rituais e tradições, pode haver uma falta de crescimento pessoal e desenvolvimento espiritual. Isso ocorre porque o formalismo tende a inibir a reflexão e a introspecção necessárias para uma verdadeira compreensão da fé e uma conexão mais profunda com o divino. Conclusão Em última análise, o formalismo religioso não apenas desvirtua a verdadeira essência da fé, mas também pode minar a experiência espiritual dos praticantes. Quando as formas externas assumem o foco principal, elas podem obscurecer a conexão genuína com o divino e a compreensão dos princípios éticos e espirituais subjacentes. Isso pode resultar em uma prática religiosa vazia e mecânica, que carece do significado profundo e da conexão pessoal que deveriam acompanhar a busca espiritual. Para evitar cair nesse padrão de formalismo religioso, é crucial buscar um equilíbrio saudável entre a observância dos rituais e uma compreensão profunda dos valores e ensinamentos de uma religião. Isso implica não apenas participar das práticas religiosas de forma superficial, mas também refletir sobre seu propósito e significado em nossas vidas. Dessa forma, cultivar essa compreensão mais profunda, podemos enriquecer nossa jornada espiritual e encontrar um significado genuíno que vai além das formalidades externas. Promover uma fé autêntica fortalece laços espirituais e enriquece comunidades religiosas, priorizando valores essenciais como justiça e compaixão sobre rituais vazios. Dessa forma, não apenas encontramos significado em nossa própria jornada espiritual, mas também contribuímos para a construção de um mundo mais harmonioso e compassivo. O formalismo é um conceito que se refere à prática de seguir formalmente as regras e rituais religiosos, sem compreender ou sentir a verdadeira essência das crenças. Na Bíblia, o formalismo é criticado como uma forma superficial de religiosidade, que se concentra em práticas externas, em vez de uma verdadeira relação com Deus. O Formalismo e o Relacionamento com Deus A Bíblia nos ensina que a verdadeira religião é uma questão de relacionamento, e não de ritual. Em Mateus 15:8-9, Jesus diz: “Esses gente fala, mas não cumpre. Pois eles ensinam doutrinas que são preceitos humanos.’ Aqui, Jesus está criticando aqueles que seguem formalmente as regras religiosas, mas não têm um relacionamento verdadeiro com Deus. Exemplo de formalismo na Bíblia Outro exemplo de crítica ao formalismo encontra-se em Isaías 29:13: “Pois o Senhor diz: Pois estes meu povo se aproximam de mim com sua boca e me honram com sua língua, mas seu coração está longe de mim, e sua religião é uma religião vazia.” Aqui, o profeta está criticando aqueles que praticam a religião de forma superficial, sem um coração verdadeiramente comprometido com Deus. Qual o ensino bíblico? A Bíblia também nos ensina que a verdadeira religião é uma questão de obediência. Em 1 João 2:3-5, encontramos: “E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor; e quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus nele. Nisto é revelado o amor de Deus em nós: em que Deus enviou seu Filho Unigênito ao mundo para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto é o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” Aqui, a bíblia nos mostra que o amor e a obediência a Deus é a verdadeira religião. Em resumo, o formalismo na Bíblia é apresentado como uma mera forma de religiosidade fria e infrutífera, que se concentra em práticas vazias em vez de uma verdadeira relação com o Deus vivo e pessoal. A Bíblia nos ensina que a verdadeira religião é uma questão de relacionamento, obediência e amor ao Deus da Escritura. Devemos evitar o formalismo e buscar um relacionamento verdadeiro com Deus através da obediência e do amor. ................................................................................................................ Formalismo nas igrejas Eli Moreira .................................................................................. Entendemos formalidade como a característica que uma pessoa ou grupo possuem de se manterem estratificados numa posição que parece perpetuar-se ao longo do tempo. É uma prática que existe há muito tempo por razões culturais, sociais e até religiosas. Quando esta característica se cristaliza, poderíamos até falar em formalismo. O ato de se extremar passa a afirmar que os que vivem e pensam de outra maneira são de alguma maneira menores do que aqueles que adotam o mesmo estilo de vida e conceitos. “…Este povo honra-me com os lábios, mas o seus coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.” Marcos 7:6 b-7 Do ponto de vista religioso tem entendido formalidade como a características de grupos e pessoas de guardarem-se apegados a tradições religiosas ao longo dos anos. Eu não creio que exista um lugar onde a manutenção de costumes seja enfatizada como na igreja. A tendência a perpetuação parece tornar-se um fim em si mesma, como se a preservação de hábitos e costumes pudesse tornar alguém um ser espiritual. Formalismo nas igrejas Existe formalismo em todo tipo de religião cristã ou não cristã. Basta que eu repita ações e costumes sem refletir e eu serei uma pessoa que está seguindo uma formalidade. O formalismo não é uma característica de igrejas históricas, mas uma manifestação humana de manter-se fiel à costumes e práticas que se repetem, de modo que eu torne a fazer o que meu pai e meu avô fizeram, sem refletir no completo significado de minhas ações. Assim, torno a fazer aquilo que meus antecessores fizeram, sem entender o profundo significado de um relacionamento com Deus. Você pode fazer parte de uma igreja que valoriza diversos instrumentos musicais contemporâneos ou participar de uma igreja que ainda valoriza o órgão de tubo tão usado nos concertos do passado – ainda assim, apesar das diferenças, você pode ser uma pessoa na qual o formalismo está se consolidando como parte de suas tradições e repetições sem reflexão, sem meditação. Quando assumo este princípio de vida, colocando o relacionamento com Deus em segundo plano, e quando a repetição torna-se a essência de minha vida, torno-me um seguidor de doutrinas de homens e não alguém que procura intimidade com Deus. Quando uma igreja torna-se formal, perde sua missão, que é relacionar-se com Deus, um Deus que intervém em sua história, optando por doutrinas humanas de repetição. Mas pelo contrário, porque Deus está vivo e deseja estar próximo de Seu povo, e porque aproximar-se dEle é a essência da verdadeira abandonemos doutrinas e preceitos humanos que nos afastem desta proximidade. igreja e formalismo Como saber se sou apegada as formalidades em minha fé? Para adorar a Deus e segui-lo você precisa de coisas físicas, como o ambiente que siga uma métrica exatamente igual ao que está acostumado e uma sequência de ações repetidas sem que você reflita profundamente em seus atos? Observe o que a Bíblia afirma: “Mas, quando orarem, cada um vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, em segredo. Então seu Pai, que observa em segredo, os recompensará. Ao orar, não repitam frases vazias sem parar, como fazem os gentios. Eles acham que, se repetirem as palavras várias vezes, suas orações serão respondidas. Não sejam como eles, pois seu Pai sabe exatamente do que vocês precisam antes mesmo de pedirem.” Mateus 6.6-8 Veja como Israel mantinha suas práticas religiosas e, contudo, se afastou de Deus: “‘Andem, vão a Betel cometer pecados! Continuem a desobedecer em Gilgal! Ofereçam sacrifícios todas as manhãs e tragam seus dízimos a cada três dias. Apresentem seu pão com fermento como oferta de gratidão. Entreguem suas ofertas voluntárias para saírem se gabando delas! É o tipo de coisa que vocês, israelitas, gostam de fazer’, diz o SENHOR Soberano. ‘Eu trouxe fome sobre toda cidade, escassez de alimento sobre todo lugar. Nem assim vocês voltaram para mim’, diz o SENHOR.” Amós 4.4-6 Quando você participa de cultos e eventos religiosos, você se sente vazio e sem sentido, não sabe a razão porque está aderindo a compromissos e atos religiosos? Ou ainda quando você se compromete com ações que chama de “espirituais”, faz isto objetivamente por obrigação ou compromisso com a liderança de sua igreja? O resumo de toda a lei de Deus é amar a Deus de todo o seu coração. Suas ações segundo a Bíblia precisam de alma, tudo que você fizer deverá ser reflexo do seu coração observe as palavras de Jesus: “Respondeu-lhe Jesus: ‘Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.'” Mateus 22:37 Até quando o espelhamento de suas ações em seus lideres pode ser uma mera repetição ou uma ação espiritual? “Sejam meus imitadores, como eu sou imitador de Cristo.” 1 Coríntios 11:1. Enquanto eu vejo a conduta de alguém que vive de maneira espiritual e esta ação está conectada com a maneira como Cristo viveu e nos ensinou nas Escrituras, esta ação de procurar fazer o melhor vem de Deus. Quando ela é uma imitação de uma personalidade que você passou a seguir e que não reflete o que Cristo ensinou você pode estar se afastando do Caminho que é o próprio Jesus. “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14:6 As repetições não deixam marcas eternas no coração, elas partem de fora de comportamentos de repetição e se não foram fundamentadas no coração elas não se perpetuarão. Segundo o Senhor Jesus todas as ações espirituais deverão partir do coração e então tomar tudo o que somos: “Então, lhes disse: Assim vós também não entendeis? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E, assim, considerou ele puros todos os alimentos. E dizia: O que sai do homem, isso é o que o contamina. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem.” Marcos 7.18-23 ............................................................................................................................................. O MAL DO FORMALISMO RELIGIOSO Malaquias 1:8 - Porque, quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; porventura terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o SENHOR dos Exércitos. O formalismo religioso é um mal que pode assolar nossa comunhão com Deus sem que percebamos. Ele pode se apresentar a nós de muitos modos, mas, em suma, se refere a uma experiência de observância irrestrita de formalidades em detrimento de um relacionamento vivo com Deus. Troca-se o relacionamento pela participação. Envolve um ativismo que não é marcado pela devoção. Você faz tudo certo, mas pelos motivos errados. Malaquias foi um dos profetas que tratou com o fenômeno do formalismo em Israel. O povo se acostumou com Deus e com a religião de tal modo que a devoção esvaziou. Isso pode acontecer com a gente, isso já aconteceu comigo. Consideramos o “estar presente” como tudo o que precisamos para viver a vida de Deus. Prestamos nosso culto a Deus querendo estar em casa, fechamos os olhos para orar, mas nossa mente está ocupada apenas com nossas necessidades mesquinhas. Afirmamos no momento do louvor congregacional que amamos a Deus, mas odiamos nosso irmão, feito a semelhança dEle. Quanto de “vida” ainda resta em sua devoção a Deus? Saia do automático. Reflita em suas atitudes. Se olhe no espelho da Palavra de Deus e veja o quanto da imagem de Cristo resta em você. É tempo de despertarmos do sono! ............................................................................................................................................................................................. A Palavra de Deus insiste conosco quanto à necessidade que temos de orar, já que a oração foi instituída e é ensinada por Deus por nossa causa, para o nosso bem, não por alguma carência no ser de Deus. Aliás, os preceitos de Deus não visam simplesmente satisfazê-lo, mas, sim, propor caminhos para o homem, os quais, seguindo, será feliz e Deus será glorificado. Deus é glorificado por meio da obediência do Seu povo e somente assim o homem pode encontrar o sentido da vida e da eternidade. Aliás, qual cristão não teria algo a dizer a respeito da graça da oração? Do seu significado para a sua vida cotidiana? Do conforto que pôde usufruir em momentos de angústia e tensão? A oração é um dos maiores privilégios que Deus nos concedeu visando a nossa edificação, conforto, alívio e, principalmente, como veículo de expressão de nossa adoração e gratidão ao nosso Pai Celestial. O povo judeu era caracterizado por uma correta ênfase dada à oração. No Antigo Testamento, encontramos uma riqueza de referências à oração bem como uma demonstração vívida desta prática por parte do povo de Deus. Os ensinamentos rabínicos também traziam orientações diversas sobre a relevância e a necessidade dos homens manterem-se em comunhão com Deus por intermédio da oração. Porém, com o passar do tempo – apesar de não haver nenhum ensinamento contrário –, penetraram alguns vícios na prática da oração. O problema com qualquer sistema não está no sistema em si, senão nos homens que o usam. Qualquer sistema de oração pode converter-se em um instrumento devocional autêntico ou em uma formalidade que deve despachar-se o mais rápido possível, sem pensar em demasia em seu conteúdo. ...........................................A corrupção de uma prática geralmente está associada à matéria ou à forma; ou seja, em nome de uma suposta liberdade espiritual, podemos destruir toda a forma ensinada, considerando-a irrelevante; o que de fato pode acontecer. Outro modo de corrupção consiste em manter-se a forma estabelecida, tornando-se extremamente detalhista no aspecto visual, no seu aparato mas sem o espírito correto: destrói-se, assim, a essência do preceito. Parece-nos que este equívoco era o mais comum em Israel (1 Sm 15.22; Is 1.10-17; Os 6.6; Am 5.21-22; Mq 6.6-8), ainda que não o único (2 Cr 26.16-20; Ml 1.6-14). Seguindo Barclay, podemos dizer que a palavra chave para estes vícios era o formalismo.[2] Na prática da oração dos judeus, observamos quatro características principais que não eram necessariamente erradas, mas que tendiam a fortalecer um costume apenas formal, destituído do genuíno espírito que deve caracterizar todo o nosso procedimento religioso. Ei-las: 1. Formalismo quanto ao tempo Os judeus devotos oravam, ainda que não exclusivamente, três vezes ao dia: às três, às seis e às nove horas. Estas horas equivalem às nossas nove, doze e quinze horas. (Veja-se: Dn 6.10; At 3.1). 2. Formalismo quanto ao lugar O lugar principal de oração era o Templo ou a Sinagoga. 3. Formalismo quanto à forma da oração Os judeus tinham duas orações principais: a) Shemá:[3] (“ouve”), o “credo judeu”,[4] que consistia na leitura de Dt 6.4-9; 11.13-21 e Nm 15.37-41 e, possivelmente, Dt 26.5-9.[5] O “Shemá” era repetido três vezes ao dia.[6] b) Shemone Esreh: (“Dezoito Bênçãos”). Estas bênçãos consistiam em uma série de louvores a Deus.[7] Também deveriam ser recitadas três vezes durante o dia. Posteriormente, já no período neotestamentário, o número de bênçãos teve o acréscimo de uma oração contra os hereges (Bênção nº 11); todavia para que o número 18 não fosse alterado, a bênção de nº 14 foi unida com a de nº 15. Ambas as orações eram usadas liturgicamente.[8] Mesmo havendo alguns rabinos que se insurgissem contra a prática de se fixar as palavras desta oração, havia uma tendência de estabelecê-la de forma definida.[9] 4) Formalismo quanto à extensividade da oração Muitos judeus entendiam que a oração para ser ouvida deveria ser longa e repetitiva. Devemos observar que muitos judeus praticavam estes princípios com sinceridade; outros, entretanto, oravam de forma mecânica, como se estivessem repetindo uma série de sons sem sentido. Os rabinos, por sua vez, procuravam, em seus escritos, corrigir alguns destes desvios, mostrando o espírito correto que deve nortear a oração, contudo, os seus esforços, se não foram em vão, não eliminaram tal prática.[10] No Novo Testamento, Jesus Cristo enfatizou a necessidade de os seus discípulos orarem, sendo Ele mesmo um modelo de oração para todos nós. Todavia, deve ser ressaltado que Jesus não exercitava a oração apenas para ser um exemplo para nós, antes “a oração foi, em algum sentido misterioso, uma parte necessária de Sua vida ministerial” (James Hastings, La Doctrina Cristiana de la Oración, Buenos Aires, Reproduzida de “La Reforma”, Revista 1920, p. 91). No Texto de Mateus 6.5-15, Jesus combate algumas práticas erradas de oração e apresenta princípios que devem nortear a oração cristã. Como a Bíblia – a Palavra de Deus – é o nosso manual de oração, precisamos aprender com ela como devemos orar, por meio dos ensinamentos de Cristo. João Calvino comenta: A oração está propriamente fundamentada na Palavra de Deus. Não temos a liberdade, nesta matéria, de seguir as sugestões de nossa própria mente e arbítrio, mas devemos buscar a Deus somente até onde Ele nos convidou a aproximar-nos dele.[11] A Oração do Senhor se constitui num modelo de oração para toda a Igreja em todos os tempos; por meio de seu estudo, podemos, mediante a iluminação do Espírito Santo, aprender uma série de princípios e orientações que devem nos guiar na escola da oração. Continua Calvino em lugares diferentes: Esta oração é tão perfeita que qualquer outra coisa que lhe seja acrescentada não a melhorará em nada, é contra Deus, e disso nenhum benefício nos será concedido por Ele. Porque na oração do Senhor nos é declarado tudo o que Lhe é agradável, tudo o que nos é necessário e tudo o que Ele nos quer dar.[12] Em toda a divina Escritura nos é dada grande e copiosa doutrina disto; mas para melhor encaminhar-nos a um determinado fim o Senhor nos deu uma forma conveniente de orar, na qual compreendeu brevemente tudo o que convém pedir a Deus, e o dispôs em poucas petições.[13] Na Oração do Senhor – “que é a oração representativa de todas”[14] –, encontramos uma “fórmula”, um “roteiro”, no qual o Senhor Jesus “nos propôs tudo quanto dele é lícito buscar, tudo quanto conduz ao nosso benefício, tudo quanto é necessário suplicar”, resume Calvino (1509-1564).[15] Acontece que, na prática, este privilégio só pode ser exercitado após termos aprendido, de forma vivencial, que tudo que é-nos necessário está em Deus. Portanto, ultrapassar esses princípios é, segundo Calvino, pecar contra Deus: Todos os que queiram ir além dos termos da oração do Senhor e pretendam pedir a Deus algo que não esteja incluído e subentendido nela, cometem tríplice erro: Primeiro, querem acrescentar algo da sua sabedoria à de Deus (o que é uma grande blasfêmia); segundo, não se contentam com a vontade de Deus e não se mantêm subordinados a ela; terceiro, não serão ouvidos, porque não oram com fé. Pois é absolutamente certo que eles não podem orar com fé. Porque eles não têm nenhuma palavra de Deus a seu favor, e, se a fé não se apoiar no que Deus diz, não é fé. E não somente eles não têm coisa alguma da Palavra de Deus, mas também sempre e tanto quanto podem a transgridem.[16] A Oração do Senhor sempre foi apreciada pela igreja.[17] Quanto ao seu uso litúrgico, não sabemos a partir de quando ela passou a ser empregada. Todavia, esta prática pode ser atestada como algo corrente em meados do 4º século, conforme evidencia Cirilo de Jerusalém (c. 315-386) na sua 23ª “Catequese Mistagógica” (c. 350).[18] A Igreja, portanto, sempre teve um grande apreço por essa oração. Não sem razão. Nela temos o ensino do Senhor de como devemos nos aproximar do Pai, com reverência e sinceridade. Retornaremos a esse assunto. Que Deus mesmo nos conceda o espírito de oração!