Viver Bem
Mensagens espirituais e dicas de Saúde!
terça-feira, 28 de abril de 2026
SER MODESTO
Ser modesto significa agir com humildade, sem vaidade, orgulho ou exibicionismo, reconhecendo as próprias qualidades e conquistas de forma equilibrada, sem se vangloriar. É uma pessoa despretensiosa, simples, comedida e que respeita os outros, evitando chamar atenção excessiva para si.
Principais Significados e Aspectos:
Ausência de Vaidade: Não sentir necessidade de se exibir ou de ser elogiado.
Comedimento: Ser moderado no modo de vestir, falar e agir (simples, recatado).
Equilíbrio: Reconhecer o próprio valor sem exagerar (não é necessariamente subestimar-se, mas apresentar-se com simplicidade).
Significado Literal: Também pode descrever algo simples, pequeno ou limitado (ex: "um modesto escritório").
Exemplos de Uso e Contexto:
No comportamento: "Ela fez uma doação generosa, mas preferiu ser modesta e não divulgar seu nome".
Na fala: "Modéstia à parte, acredito que fiz um bom trabalho" (frase usada para reconhecer o próprio feito sem parecer arrogante).
Como descrição: "Ele vive uma vida modesta, sem luxos".
Sinônimos de Modesto:
Humilde
Despretensioso
Simples
Comedido
Recatado
Moderado
Decoroso
O oposto de ser modesto é ser arrogante, vaidoso, pretensioso ou exibicionista.
modesto
Lexicógrafa responsável: Débora Ribeiro
Significado de Modesto
adjetivo
Que não possui vaidade; sem presunção, orgulho, vaidade; despretensioso, simples: pessoa modesta.
Que contém ou expressa modéstia, que não age com superioridade diante das suas próprias conquistas; despretensioso: vencedor modesto.
Que tende a se recatar; repleto de pudor; recatado.
Que não se excede; que segue ou respeita limites; moderado.
Desprovido de luxo; simples.
Que não possui muitas posses nem recursos financeiros: apartamento modesto.
Caracterizado por ser simples, sem luxos; em que há pobreza: bairro modesto.
Que ocupa uma posição inferior em uma hierarquia profissional: uma modesta gerente.
Etimologia (origem da palavra modesto). A palavra modesto deriva do latim "modestus,a,um", que significa moderado, desinteressado.
Sinônimos de Modesto
Modesto é sinônimo de: discreto, humilde, recatado, simples, despretensioso, moderado, pobre, decente, pudico, decoroso, ingênuo, pejoso
Antônimos de Modesto
Modesto é o contrário de: arrogante, faustoso, imodesto
Definição de Modesto
Classe gramatical: adjetivo
Separação silábica: mo-des-to
Plural: modestos
Feminino: modesta
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Eu o Constituí como Deus para Faraó - Disse Deus a Moisés
Êxodo 7:1 diz: "Então o Senhor disse a Moisés: 'Eu o constituí como Deus para Faraó, e Arão, seu irmão, será o seu profeta'". Este versículo destaca a autoridade divina delegada a Moisés para confrontar o poder absoluto do Egito, transformando-o em representante direto de Deus com Arão como porta-voz, superando o medo e a relutância anterior de Moisés.
Comentários Destaque:
Representante Autoridade: Moisés não agia por conta própria; ele representava a soberania de Deus diante do Faraó, que se considerava um deus.
O Papel de Arão: Arão funcionaria como "profeta", ou seja, o porta-voz que comunicaria as mensagens que recebia de Moisés, resolvendo a dificuldade de fala de Moisés.
A "Deificação" Funcional: Moisés foi feito como um "deus" (autoridade divina) no sentido de que o Faraó teria que ouvir a palavra de Deus vinda da boca de Moisés, evidenciando o poder superior do Senhor sobre a idolatria egípcia.
O Contexto da Fuga: Este versículo surge como resposta de Deus à insegurança de Moisés em falar ao Faraó, garantindo que Ele agiria através de Moisés e Arão. A passagem enfatiza a obediência e a coragem necessária para confrontar o mundo sob a autoridade de Deus. – À tua palavra toda praga virá, e ao teu comando cada uma será removida. Assim, Moisés deve ter aparecido como um deus para o faraó. – isto é, meu representante neste caso, como os magistrados são chamados de deuses, porque são os vicegerentes de Deus. Ele foi autorizado a falar e agir em nome de Deus, e dotado de um poder divino, para fazer o que está acima do curso normal da natureza. Deus também não tirou nada de si para transferi-lo para Moisés; uma vez que Ele assim comunica a Seus servos o que é peculiar a Si mesmo, a fim de permanecer Ele mesmo em Sua plenitude. Além disso, sempre que Ele parece renunciar parte de Sua glória a Seus ministros, Ele apenas ensina que a virtude e a eficácia de Seu Espírito se unirão aos seus trabalhos, para que não sejam infrutíferas. Moisés, portanto, era um deus para o faraó; porque nele Deus exercia seu poder, para que fosse superior à grandeza do rei. É uma figura comum dos hebreus, dar o título de Deus a todas as coisas excelentes, uma vez que somente Ele reina sobre o céu e a terra, e exalta ou derruba anjos, assim como homens, de acordo com Sua vontade. Por esse consolo, como eu disse, a fraqueza de Moisés foi apoiada, para que, confiando na autoridade de Deus, ele pudesse destemidamente desprezar a ferocidade do rei.
quinta-feira, 23 de abril de 2026
O QUE É SECULARISMO NA BÍBLIA?
O que é o secularismo na Bíblia?
No contexto bíblico, o secularismo é visto como uma ideologia que promove a vida sem Deus, focando apenas no «aqui e agora» (mundo material) e ignorando o sagrado. Não é apenas a ausência de religião, mas uma visão de mundo onde Deus se torna irrelevante, rejeitando a autoridade divina e os valores espirituais em favor de uma mentalidade centrada no homem e no pecado.
Principais Aspectos do Secularismo na Perspectiva Bíblica:
Dessacralização da Vida: É a tendência de retirar o "sagrado" de todas as esferas da vida, tratando Deus, a fé e os rituais como irrelevantes.
Idolatria do "Aqui e Agora": A Bíblia vê o secularismo como uma forma de viver focada apenas nas preocupações terrenas, ignorando as verdades espirituais e eternas.
«Secularismo na Igreja»: Manifesta-se quando valores pecaminosos ou contrários às escrituras são aceitos no meio cristão, onde o prazer e o conforto substituem o sacrifício e a cruz de Cristo.
Substituição da Verdade: O secularismo substitui a verdade divina pela subjetividade e pela autonomia humana, rejeitando a autoridade de Deus.
Em suma, sob a perspectiva bíblica, o secularismo é descrito como uma visão de mundo inimizada contra o Reino de Deus, promovendo um estilo de vida profano que negligencia o sagrado.
sábado, 18 de abril de 2026
Um Cordão Azul em suas Vestes para Lembrar os Mandamentos de Deus
Números 15:39 ordena que os israelitas usem franjas (tzitzit) com um cordão azul em suas vestes para lembrar os mandamentos de Deus, evitando a infidelidade baseada nos desejos dos olhos e do coração. As borlas servem como um lembrete visual contínuo da aliança, foco na santidade e obediência, combatendo a auto-idolatria e o desvio espiritual.
Comentários e Contexto de Números 15:39:
Lembrete Visual da Obediência: As franjas (hebraico: tzitzit) funcionavam como um lembrete físico e visível para obedecer aos mandamentos do Senhor em todos os momentos, não apenas no tabernáculo.
Controle dos Sentidos (Olhos e Coração): O texto avisa contra a "prostituição" (infidelidade) que surge ao seguir os próprios desejos e visões, ou seja, confiar na própria sabedoria ou cobiçar o que os olhos veem, em vez de seguir a lei de Deus.
O Cordão Azul: A cor azul (techelet) no tzitzit era para lembrar o céu e o trono de Deus.
Aplicação Atual: O princípio destaca a importância da consagração diária, a necessidade de ter a Palavra de Deus sempre à vista e o perigo de se deixar guiar por desejos pessoais em vez dos princípios divinos, inclusive no ambiente de trabalho.
Comentário de Calvino: João Calvino, segundo o Credo Reformado, utiliza este versículo para argumentar contra inovações no culto, enfatizando que o povo deve se contentar com o que Deus prescreveu, sem misturar com imaginações humanas.
O versículo termina reforçando que esse lembrete é para que o povo seja consagrado ao seu Deus.
Fareis essas borlas para que, vendo-as, vos recordeis de todos os mandamentos do Senhor, e os pratiqueis, e não vos deixeis levar pelos apetites de vosso coração e de vossos olhos que vos arrastam à infidelidade.
Números 15:39
Comentário de John Wesley
E será para vós uma franja, para que a olheis, e lembre-se de todos os mandamentos do Senhor, e os cumpra; e para que não busques o vosso próprio coração e os vossos próprios olhos, após os quais usas a prostituição;
Para uma franja – Ou seja, a faixa de fita será para você, servirá para uma franja, para torná-la mais visível por sua cor distinta, enquanto a franja sem isso era da mesma peça e cor da roupa e, portanto, menos observável.
Que você não procura – Ou não pergunte por outras regras e maneiras de me servir do que eu lhe prescrevi.
Seu próprio coração e olhos – Nem depois dos artifícios de seu próprio coração, como Nadab e Abiú fizeram quando ofereceram fogo estranho; nem depois dos exemplos de outros que seus olhos vêem, como você fazia quando adorava um bezerro à maneira do Egito. As filactérias usadas pelos fariseus no tempo de nosso Senhor eram algo diferente delas. Aqueles eram de sua própria invenção; O cordão azul era uma instituição divina.
Números 15:40 instrui o povo de Israel a usar franjas com cordão azul nas vestes como um lembrete visual contínuo para obedecer aos mandamentos de Deus, evitando a idolatria e a infidelidade baseadas nos próprios desejos. O objetivo era garantir a consagração e a santidade diante do Senhor, tornando-os um povo santo.
Comentários sobre Números 15:40:
Lembrete Visual (Franjas e o Cordão Azul): A ordem divina era colocar franjas nas bordas das roupas para que, ao vê-las, os israelitas se lembrassem de obedecer à lei de Deus. O cordão azul simbolizava o céu, o que servia como um lembrete constante da santidade de Deus e da sua aliança com o povo.
O Princípio da Santificação: O versículo enfatiza a importância da santidade na vida do crente ("...para o seu Deus vocês serão um povo consagrado"). Essa consagração não era apenas interna, mas devia ser visível, afetando o modo como se vestiam e agiam.
A Prevenção do Pecado: O propósito das franjas era impedir que os israelitas fossem atraídos pela "infidelidade", seguindo o que viam com seus próprios olhos ou desejavam em seu coração. As franjas agiam como um lembrete prático no dia a dia para manter o foco na vontade de Deus.
O Culto Espiritual: O texto conecta o uso de vestes apropriadas com a conduta, sugerindo que as ações externas (roupas, obediência) refletem a consagração interna, semelhante ao que é descrito no contexto da santificação no Novo Testamento.
Números 15:40 - Versão NVI:
"Assim, vocês se lembrarão de obedecer a todos os meus mandamentos e para o seu Deus vocês serão um povo consagrado."
Este mandamento destaca a fidelidade de Deus em fornecer meios para que Seu povo permaneça no caminho certo, mesmo em tempos de rebelião.
Desse modo, vós vos lembrareis de todos os meus mandamentos, e os praticareis, e sereis consagrados ao vosso Deus.
Números 15:40
Comentário de John Wesley
Para que você se lembre e cumpra todos os meus mandamentos, e seja santo para seu Deus.
Sede santos – purificados do pecado e sinceramente dedicados a Deus.
Números 15:41 diz: "Eu sou o Senhor, o seu Deus, que os trouxe do Egito para ser o seu Deus. Eu sou o Senhor, o seu Deus." (NAA)
Este versículo finaliza um capítulo focado na santidade, na obediência aos mandamentos e na instrução para colocar franjas (borlas) nas vestes como lembrete constante da aliança com Deus.
Comentários e Reflexões:
Identidade e Soberania: A frase "Eu sou o Senhor, o seu Deus" reafirma a identidade de Deus como o único Deus verdadeiro, soberano e pessoal, que estabeleceu um relacionamento de aliança com Israel.
A Memória da Libertação: Ao mencionar "que os trouxe do Egito", Deus relembra o povo de sua libertação da escravidão. Isso serve para fundamentar a autoridade de Deus e a gratidão que o povo deveria ter, movendo-os à obediência não por medo, mas por reconhecimento de Sua ação salvadora.
Chamado à Santidade: O contexto das franjas (vv. 37-40) indica que este versículo sela o propósito de ser um povo separado e santo, que não segue os desejos do próprio coração ou olhos, mas sim os mandamentos de Deus.
Deus Fiel na Rebelião: Mesmo em um contexto onde o povo muitas vezes se rebelava, este versículo destaca a fidelidade de Deus em se manter como o Deus de Israel e em providenciar meios para que o povo se lembre de voltar a Ele.
Aplicação Atual: O versículo nos lembra de manter a nossa identidade como povo de Deus e de nos lembrar continuamente de Sua Palavra e de Suas obras em nossa vida, guardando o coração contra a idolatria.
Em resumo, Números 15:41 é um chamado para lembrar que Deus é o Libertador e que a obediência é a resposta de um povo consagrado a Ele.
sexta-feira, 17 de abril de 2026
A CONVENIÊNCIA ESTÁ MATANDO A GENTE
O que quer dizer por conveniência?
"Foi por conveniência" significa que uma ação, relacionamento ou decisão foi motivada por interesse próprio, conforto, comodidade ou vantagem, e não por sentimentos verdadeiros, amor ou desejo genuíno. É o ato de manter algo apenas pelo medo da solidão, custo-benefício ou hábito.
Significado Detalhado e Contextos:
Relacionamentos: Como retratado na música de Marília Mendonça, refere-se a uniões baseadas na carência ou no medo de ficar sozinho(a), sem intensidade ou amor verdadeiro.
Ações Gerais: Significa fazer algo por ser oportuno, favorável ou útil para si mesmo naquele momento, agindo com interesse.
Casamento/União de Conveniência: Uma união civil forjada para obter vantagens econômicas, sociais ou jurídicas, sem vínculo afetivo, como explica a Wikipédia.
Sinônimos e Expressões Relacionadas:
Interesse / Por interesse.
Comodidade / Conforto.
Oportunismo / Oportuno.
Casamento de fachada.
Falta de coragem de deixar ir.
Exemplos de Uso:
"Eles não se amam, a união deles foi por conveniência".
"Aceitei o emprego mais perto, foi por conveniência".
"Aquele namoro foi por conveniência, acabou logo que a situação mudou".
conveniência
Lexicógrafa responsável: Débora Ribeiro
Significado de Conveniência
substantivo feminino
Característica de conveniente, do que convém, é apropriado, oportuno, favorável: aceitei seu convite por conveniência.
Aquilo que pode trazer vantagens para a pessoa que o utiliza: relacionamento de conveniência.
O que pode saciar o gosto, o conforto ou o bem-estar de uma pessoa.
O que pode ser utilizado para facilitar a rotina; o que tem utilidade.
Condição ou característica do que é decente; que contém decoro, compostura, pudor.
substantivo feminino plural
Conveniências. Em que há regras preestabelecidas; convenções: comportamentos que agridem as conveniências sociais.
Normas sociais compartilhadas: é necessário ter em conta as conveniências.
expressão
Loja de Conveniência. Pequeno estabelecimento comercial para venda de artigos diversos, geralmente estão abertos 24h, e se localizam em postos de gasolina.
Etimologia (origem da palavra conveniência). A palavra conveniência tem sua origem no latim "convenientia,ae", com sentido de acordo entre pessoas, entre partes.
Sinônimos de Conveniência
Conveniência é sinônimo de: pró, proveito, vantagem, lucro, congruência, decoro, decência, utilidade, interesse, cabimento, justeza, oportunidade, adequação, pertinência, benefício
segunda-feira, 30 de março de 2026
O QUE SIGNIFICA "A ROUPA MANCHADA DO PECADO" ?
A "roupa manchada do pecado" é uma metáfora bíblica, baseada principalmente em Judas 1:23, que simboliza a corrupção moral, a imoralidade e a influência contaminante das práticas pecaminosas na vida humana. Refere-se à necessidade de odiar e afastar-se do pecado, mantendo a pureza espiritual, enquanto se demonstra misericórdia pelos pecadores.
Significado Bíblico e Simbolismo:
Contaminação da Carne (Judas 1:23): As "roupas manchadas pela carne" representam o comportamento imundo e os desejos carnais que mancham o testemunho e a comunhão de um cristão.
Metáfora de Impureza: Assim como uma vestimenta suja é considerada desonrosa, especialmente no culto, a veste manchada simboliza o pecado que impede a aproximação correta de Deus.
Contrasto de Pureza: Em contraste, a Bíblia fala sobre "lavar as vestiduras no sangue do Cordeiro" (Apocalipse 7:14) para obter purificação e santidade.
Ação Cristã e Oração:
Arrependimento e Perdão: A metáfora convida ao arrependimento, onde o perdão de Deus é retratado como o agente que purifica a "roupa" manchada, tornando-a "branca como a neve".
Cuidado com Influências: O texto sugere que devemos ser rigorosos com o pecado, evitando que ele se infiltre e contamine áreas profundas da vida, não apenas as superficiais.
Remoção da Impureza: O episódio de Josué em Zacarias 3:3-4 exemplifica a substituição de vestes impuras (pecado) por vestes nobres (santidade) pelo ato de Deus.
A expressão destaca o desejo por uma vida santa e a necessidade de salvação contra a corrupção interior e exterior.
sexta-feira, 27 de março de 2026
A SUPERIORIDADE DO SACRIFÍCIO DE CRISTO SOBRE OS RITUAIS
Hebreus 9:14 destaca a superioridade do sacrifício de Cristo sobre os rituais do Antigo Testamento, ensinando que seu sangue, oferecido pelo Espírito Eterno, purifica a consciência de "obras mortas". Isso liberta o crente para servir ao Deus vivo, mudando o foco de rituais externos para uma entrega interior sincera.
Comentários Detalhados de Hebreus 9:14:
O Sangue de Cristo e sua Eficácia: Diferente do sangue de animais, que purificava apenas exteriormente (aspectos cerimoniais), o sangue de Cristo limpa o íntimo, a própria consciência do indivíduo.
O Papel do Espírito Eterno: Jesus não ofereceu um sacrifício mecânico; Ele se ofereceu a si mesmo, de forma imaculada, através da força do Espírito, o que dá valor eterno ao seu sacrifício.
A "Imaculada" Oferta: Jesus era impecável (sem defeito/pecado). Sua vida perfeita foi crucial; sem isso, seu sacrifício não seria aceito por Deus como pagamento final.
Obras Mortas vs. Servir ao Deus Vivo: O sacrifício de Jesus nos purifica de "obras mortas" – ações vazias, religiosas, sem vida ou motivação interna correta. A purificação nos permite adorar e servir a Deus de maneira viva e verdadeira.
Purificação da Consciência: O objetivo central é limpar a culpa da mente, algo que o sistema de sacrifícios anterior não podia fazer completamente.
Contexto Geral (Hebreus 9:11-14):
A passagem faz um contraste entre a antiga aliança (que exigia sacrifícios repetitivos) e a nova aliança, onde Cristo, como Sumo Sacerdote, oferece um único sacrifício, de uma vez por todas, garantindo salvação e perdão definitivo.
Comentário A. R. Fausset
ofereceu a si mesmo. A natureza voluntária da oferta confere-lhe uma eficácia especial. Ele “através do Espírito eterno”, isto é, Seu Espírito divino (Romanos 1:4, em contraste com a Sua “carne”, Hebreus 9:3; Sua divindade, 1Timóteo 3:16; 1Pedro 3:18), “Sua personalidade interior” [Alford], que deu um livre consentimento ao ato, ofereceu-se a Si mesmo. Os animais oferecidos não tinham espírito ou vontade para consentir no ato do sacrifício; eles eram oferecidos de acordo com a lei; eles não tinham uma vida duradoura, nem qualquer eficácia intrínseca. Mas Ele, desde a eternidade, com Seu Espírito divino e eterno, concordou com a vontade do Pai de redenção por meio Dele. Sua oferta começou no altar da cruz e foi completada quando Ele entrou no lugar santíssimo com o Seu sangue. A eternidade e a infinitude do Seu Espírito divino (compare Hebreus 7:16) dão mérito eterno (“redenção eterna”, Hebreus 9:12, também compare Hebreus 9:15) e infinito à Sua oferta, de modo que nem mesmo a justiça infinita de Deus tem alguma exceção a fazer contra ela. Foi “através do Seu amor mais ardente, fluindo do Seu Espírito eterno,” que Ele se ofereceu [Oecolampadius].
imaculado. As vítimas animais precisavam ser sem mancha exterior; Cristo na cruz foi uma vítima interna e essencialmente imaculada (1Pedro 1:19).
purificará – purificar do medo, culpa, alienação Dele e do egoísmo, a fonte de obras mortas (Hebreus 9:22-23).
vossa. Os manuscritos mais antigos dizem “nossa”. A Vulgata, no entanto, apoia a leitura “vossa”.
consciência – consciência moral religiosa.
obras mortas. Todas as obras feitas no estado natural, que é um estado de pecado, são mortas; pois não provêm de fé viva e amor ao “Deus vivo” (Hebreus 11:6). Assim como o contato com um cadáver contaminava cerimonialmente (compare a alusão, “cinzas de uma novilha”, Hebreus 9:13), assim as obras mortas contaminam a consciência interior espiritualmente.
para servirdes – de modo a servir. O impuro cerimonialmente não podia servir a Deus na comunhão exterior do Seu povo; da mesma forma, o não regenerado não pode servir a Deus na comunhão espiritual. As obras do homem antes da justificação, por mais vivas que pareçam, estão mortas e, portanto, não podem ser aceitas pelo Deus vivo. Oferecer a Deus um animal morto teria sido uma ofensa (compare Malaquias 1:8); muito mais para um homem não justificado pelo sangue de Cristo oferecer obras mortas. Mas aqueles purificados pelo sangue de Cristo em fé viva servem (Romanos 12:1) e servirão mais plenamente a Deus (Apocalipse 22:3).
Deus vivo – portanto, requerendo um serviço espiritual vivo (João 4:24). [Fausset, 1873].
Comentário de John Calvin
14. Quem através do Espírito eterno etc. Ele agora mostra claramente como a morte de Cristo deve ser estimada, não pelo ato externo, mas pelo poder do Espírito. Pois Cristo sofreu como homem; mas que a morte se torna salva para nós através do poder eficaz do Espírito; pois um sacrifício, que seria uma expiação eterna, era uma obra mais que humana. E ele chama o Espírito eterno por esse motivo, para que possamos saber que a reconciliação, da qual ele é obreiro ou efetivo, é eterna. Ao dizer, sem mancha, ou irrepreensibilidade, embora alude às vítimas sob a Lei, que não deviam ter defeito ou defeito, ele ainda quer dizer que somente Cristo era a vítima legal e capaz de apaziguar a Deus; pois sempre havia nos outros algo que poderia ser considerado justamente falta; e, portanto, ele disse antes que o pacto da Lei não era irrepreensível.
De obras mortas, etc. Entenda por elas ou aquelas que produzem a morte, ou como são os frutos ou efeitos da morte; pois, como a vida da alma é a nossa união com Deus, também os que dela são alienados pelo pecado podem ser considerados justamente mortos.
Servir ao Deus vivo. Devemos observar que este é o fim de nossa purgação; pois não somos lavados por Cristo, para nos mergulharmos novamente em nova sujeira, mas para que nossa pureza sirva para glorificar a Deus. Além disso, ele nos ensina que nada pode proceder de nós que seja agradável a Deus até que sejamos purificados pelo sangue de Cristo; pois como todos somos inimigos de Deus antes da nossa reconciliação, ele considera abomináveis ??todas as nossas obras; portanto, o início do serviço aceitável é a reconciliação. E então, como nenhum trabalho é tão puro e livre de manchas, que por si só pode agradar a Deus, é necessário que a purgação através do sangue de Cristo intervenha, o que por si só pode apagar todas as manchas. E há um contraste marcante entre Deus vivo e obras mortas.
Outros, como Junius e Beza, consideram a natureza divina de Cristo como significada pelo “Espírito eterno”. Beza diz que foi a Deidade unida à humanidade que consagrou todo o sacrifício e o dotou de poder vivificante. A visão de Stuart dificilmente pode ser compreendida.
Mas a explicação mais comumente adotada é a dada aqui por Calvino de que o Espírito Santo se refere, cuja ajuda e influência são frequentemente mencionadas em conexão com Cristo; ver Mateus 12:28 ; Atos 1: 2 . Alguns MSS e pais têm “santo” em vez de “eterno”, mas o maior número e o melhor têm a última palavra. Dr. Owen, Doddridge e Scott adotam essa visão. Por que o Espírito é chamado de “eterno” não é muito evidente. Pode ter sido com o objetivo de mostrar que o Espírito mencionado anteriormente em Hebreus 9: 8 é o mesmo Espírito, ele sendo eterno, e assim para provar que a oferta de Cristo estava de acordo com a vontade divina. Diz-se que Deus é eterno em Romanos 16:26 , onde é feita referência ao passado e à presente dispensação, com a visão, ao que parece, de mostrar que ele é o autor de ambos. Mas talvez a explicação de Calvino seja a mais adequada. – Ed .
Comentário de John Wesley
Quanto mais o sangue de Cristo, que através do Espírito eterno se ofereceu sem mancha a Deus, purga sua consciência de obras mortas para servir ao Deus vivo?
Quanto mais o sangue de Cristo. – O mérito de todos os seus sofrimentos.
Quem através do Espírito eterno – A obra da redenção é a obra de toda a Trindade. Nem a Segunda Pessoa sozinha está preocupada, mesmo com a incrível condescendência necessária para completá-la. O Pai entrega o reino ao Filho; e o Espírito Santo se torna dom do Messias, sendo, por assim dizer, enviado de acordo com seu bom prazer.
Ofereceu-se – Infinitamente mais precioso do que qualquer vítima criada, e isso sem mancha para Deus.
Purgue nossa consciência – Nossa alma íntima.
De obras mortas – De todas as obras internas e externas do diabo, que brotam da morte espiritual na alma e levam à morte eterna.
Servir ao Deus vivo – Na vida de fé, em amor perfeito e santidade imaculada.
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