sábado, 28 de junho de 2025

DOMINIONISMO

Dominionismo, também conhecido como teologia do domínio, é um conjunto de ideologias políticas que visam submeter a esfera pública ao domínio de interpretações cristãs da lei bíblica. Ele postula que os cristãos devem buscar controle sobre diversos aspectos da sociedade, como família, educação, mídia, artes, negócios e governo, para reconstruir o mundo com base em valores cristãos. Origem e Conceitos: O dominionismo tem raízes em movimentos religiosos como o reconstrucionismo, que surgiu nos Estados Unidos na década de 1970, com o objetivo de estabelecer uma sociedade fundamentada em princípios cristãos conservadores. Essa corrente teológica defende a ideia de que a igreja deve exercer influência em todas as áreas da vida, desde a política até a cultura, para preparar o mundo para a volta de Cristo. O conceito central é a conquista dos "Sete Montes" (família, religião, educação, mídia, artes e entretenimento, negócios e governo), a fim de restaurar a ordem divina na sociedade. Críticas: O dominionismo é criticado por defender um projeto político teocrático, que pode levar à imposição de valores religiosos e à exclusão de outras expressões religiosas e culturais. A ideia de tomar o poder para aplicar uma interpretação particular da lei bíblica é vista como uma ameaça à democracia e à liberdade religiosa. No Brasil: O dominionismo tem ganhado espaço no cenário político brasileiro, especialmente no contexto de igrejas neopentecostais, onde é visto como uma estratégia para influenciar decisões políticas e culturais. A participação de figuras políticas, como Michelle Bolsonaro, é analisada sob a ótica do dominionismo, que busca ampliar o alcance do discurso conservador e religioso. Em resumo, o dominionismo é um movimento religioso e político que busca a dominação cristã da sociedade através da influência em diversas áreas, o que gera controvérsias e críticas por sua natureza excludente e potencialmente autoritária.

sábado, 21 de junho de 2025

CINISMO

cinismo substantivo masculino 1. atitude ou caráter de pessoa que revela descaso pelas convenções sociais e pela moral vigente; impudência, desfaçatez, descaramento. 2. FILOSOFIA doutrina filosófica grega fundada por Antístenes de Atenas (444-365 a.C.), que prescrevia a felicidade de uma vida simples e natural através de um completo desprezo por comodidades, riquezas, apegos, convenções sociais e pudores, utilizando de forma polêmica a vida canina como modelo ideal e exemplo prático destas virtudes. Cinismo, em seu sentido filosófico original, refere-se a uma escola de pensamento da Grécia Antiga que valorizava a vida natural e desprezava as convenções sociais, buscando a virtude através da simplicidade e da rejeição dos bens materiais e prazeres. No uso comum, "cinismo" refere-se a um comportamento ou atitude de descrença nas boas intenções dos outros, com uma visão negativa e cética do mundo, frequentemente expressa através de sarcasmo e ironia. Origem e Filosofia: A escola cínica, fundada por Antístenes em Atenas, tinha como ideal a vida simples e natural, repudiando o luxo e as convenções sociais. Os cínicos eram conhecidos por seu comportamento excêntrico e desafiador, buscando a virtude através da autossuficiência e da rejeição das normas sociais. Diógenes de Sinope, um dos mais famosos cínicos, vivia em um barril e defendia uma vida livre de convenções, utilizando uma atitude provocadora para criticar a sociedade. Uso Comum: O termo "cinismo" passou a ser usado para descrever uma atitude de desconfiança e descrença nas motivações alheias, com uma visão negativa do mundo e das pessoas. Pessoas cínicas tendem a interpretar as ações dos outros de forma negativa, buscando falhas e interesses ocultos. Essa postura pode se manifestar através de sarcasmo, ironia e uma atitude desdenhosa em relação às crenças e valores dos outros. Em resumo, o cinismo pode ser entendido tanto como uma corrente filosófica que valorizava a vida simples e a rejeição das convenções sociais, quanto como um comportamento comum caracterizado pela descrença nas intenções alheias e uma visão negativa do mundo.

quinta-feira, 15 de maio de 2025

ÉTICA

ÉTICA Por Valdenir Rodrigues Um Apelo à Reflexão e à Responsabilidade Nobres amigos leitores da nossa página semanal Editorial aqui no site oficial da nossa querida Rádio Asa Branca FM, os chamo a refletir! No mundo atual, caracterizado pela tecnologia, globalização e rápidas mudanças sociais, a ética tornou-se um tema de crescente importância. A ética, em essência, é o estudo dos princípios morais que guiam nossas ações e decisões, sendo fundamental para uma convivência harmoniosa e um progresso sustentável na sociedade. Ao buscarmos maior desenvolvimento econômico e tecnológico, frequentemente nos deparamos com dilemas éticos que não podem ser ignorados. É fácil cair na tentação de buscar benefícios próprios ou de alguns poucos, negligenciando as consequências para os outros ou para o meio ambiente. No entanto, a ética nos chama a considerar as implicações a longo prazo e a promover o bem-estar de todos os seres humanos, bem como o respeito pela natureza que nos cerca. Nos negócios e na política, a ética se torna ainda mais crucial. A corrupção, o suborno e o abuso de poder têm minado a confiança nas instituições e gerado desigualdades injustas na distribuição de recursos. É necessário que os líderes se guiem por princípios éticos sólidos e se responsabilizem por suas ações, buscando sempre o bem comum e a justiça para todos. Da mesma forma, no âmbito pessoal, a ética se reflete em nossas relações interpessoais. Respeitar os outros, praticar a empatia e mostrar compaixão são componentes fundamentais para construir uma sociedade mais coesa e humana. A ética nos lembra que cada indivíduo merece dignidade e respeito, independentemente de suas diferenças culturais, religiosas ou sociais. Na era das redes sociais e da informação instantânea, também surge um desafio ético importante: a disseminação de notícias falsas e a propagação de ódio e desinformação. Aqui é onde cada indivíduo deve assumir a responsabilidade de verificar a veracidade das informações antes de compartilhá-las, e os meios de comunicação devem aderir a altos padrões éticos para oferecer uma visão equilibrada e precisa dos fatos. Além disso, a ética também abrange nossa relação com o meio ambiente. A sobreexploração de recursos naturais e a contaminação irresponsável ameaçam a sustentabilidade do planeta e afetam as gerações futuras. Cada um de nós tem a responsabilidade de adotar práticas mais respeitosas com o meio ambiente e promover a conservação dos recursos naturais para garantir um futuro próspero para as próximas gerações. Em resumo, a ética é uma bússola moral que nos guia na tomada de decisões e em nossas ações diárias. Desde o âmbito pessoal até o empresarial e político, a ética deve ser o alicerce sobre o qual construímos uma sociedade mais justa, compassiva e sustentável. A reflexão ética e a assunção de responsabilidade são essenciais para superar os desafios atuais e construir um futuro melhor para todos. Não nos esqueçamos de que somos seres sociais e que nossa interação com os outros e com o mundo ao nosso redor é determinada por nossas escolhas éticas. Vamos aspirar a ser agentes de mudança positiva, promovendo a ética em cada ação e decisão que tomamos. Somente assim poderemos construir uma sociedade mais ética e um mundo melhor para todos.

segunda-feira, 21 de abril de 2025

INTERPRETAÇÃO ERRADA SOBRE O SER HUMANO DIVINIZADO

A PAZ DE DEUS! SEGUNDO AS ESCRITURAS, TODA A NARRATIVA DA BÍBLIA SAGRADA, É A CRIAÇÃO E FORMAÇÃO DO SER HUMANO, REAFIRMANDO, MAIS UMA VEZ, A GRANDIOSIDADE E PODER DO NOSSO DEUS TODO PODEROSO, ESPECIALMENTE, NAS PASSAGENS BÍBLICAS DE GÊNESIS 1.26,27 E GÊNESIS 2.7! SEGUNDO AS ESCRITURAS, A CARNE(NATUREZA CARNAL) E O ESPÍRITO(NATUREZA ESPIRITUAL) OPÕEM-SE UM AO OUTRO!!! GÁLATAS 5.16,17 OU SEJA, FORMAÇÃO DO SER HUMANO, SEGUNDO AS ESCRITURAS: SER HUMANO : NATUREZA CARNAL + NATUREZA ESPIRITUAL SER HUMANO : NATUREZA CARNAL(OBRAS DA CARNE) + NATUREZA ESPÍRITUAL(FRUTO DO ESPÍRITO) SER HUMANO : NATUREZA CARNAL(SIMBOLIZADO PELO DIABO/ADVERSÁRIO/REINO DAS TREVAS) + NATUREZA ESPÍRITUAL(SIMBOLIZADO POR CRISTO/REINO DE DEUS/LUZ) CONCLUSÃO : 1) QUANDO O SER HUMANO CRUCIFICA/MORTIFICA A CARNE, ELE(SER HUMANO) RESSUSCITA!!! PASSOU DA MORTE PARA A VIDA!!! É A PRÓPRIA RESSURREIÇÃO DE CRISTO!!! SIMBOLIZA A LIBERTAÇÃO DO EGITO(EGITO-SIMBOLIZADO PELA NATUREZA CARNAL)!!!! RESSURREIÇÃO DE CRISTO : ANDAR EM ESPÍRITO! É NÃO ANDAR NAS OBRAS DA CARNE! 2) QUANDO O SER HUMANO CRUCIFICA/MORTIFICA O ESPÍRITO, ELE(SER HUMANO) MORRE!!! PASSOU DA VIDA PARA A MORTE!!! É A PRÓPRIA MORTE DE CRISTO!!! SIMBOLIZA A ESCRAVIDÃO DO EGITO(EGITO-SIMBOLIZADO PELA NATUREZA CARNAL)!!! MORTE DE CRISTO : É ANDAR NAS OBRAS DA CARNE! É NÃO ANDAR EM ESPÍRITO! QUANDO O SER HUMANO DESFAZ AS OBRAS DA CARNE, ELE VIVE CRISTO, VIVE A EXPRESSÃO DE 1JOÃO 3.8... "CRISTO SE MANIFESTOU PARA DESFAZER AS OBRAS DO DIABO!! DIABO : É A NATUREZA CARNAL DO SER HUMANO/É O EGITO(OBRAS DA CARNE) CRISTO : É A NATUREZA ESPÍRITUAL DO SER HUMANO(FRUTO DO ESPÍRITO) GLÓRIA AO NOSSO DEUS TODO PODEROSO!! UM TAL DE RICARDO COMENTANDO NO VÍDEO DO ANTÔNIO CARLOS COSTA.

sábado, 1 de março de 2025

CARNAVAL FESTA DAS ORGIAS E DO DIABO

O Carnaval tem origem na Antiguidade e foi trazido para o Brasil pelos portugueses durante a colonização. Origem do Carnaval no mundo Na Babilônia, as sacéias eram uma festa em que um prisioneiro assumia o papel de rei, vestindo-se como ele e dormindo com suas esposas. As festas de origem greco-romana, como os bacanais, eram marcadas pela embriaguez e pela entrega dos prazeres da carne. O carnaval de Veneza, um dos mais antigos, foi criado em 1094 por Vitale Falier, na Praça de São Marcos. Origem do Carnaval no Brasil O entrudo foi uma das primeiras manifestações carnavalescas no Brasil, trazida pelos portugueses entre os séculos XVI e XVII. O entrudo era uma brincadeira popular em que as pessoas saíam às ruas sujando umas às outras com lama, urina, etc. O entrudo foi proibido em 1841, mas continuou até meados do século XX. A palavra Carnaval A expressão popular "carne vale" significa "adeus à carne", significando o período de jejum que se aproxima. A expressão italiana "carne levare" significa "remover a carne", uma vez que a carne é proibida durante a Quaresma. "A história do Carnaval é relacionada principalmente com a Idade Média, mas remonta aos festivais realizados Idade Antiga. Apesar de ser uma tradicional festa popular realizada em diferentes locais do mundo, sendo, inclusive, a mais celebrada no Brasil, o Carnaval não é uma invenção brasileira. Apesar do forte secularismo presente no Carnaval, a festa é tradicionalmente ligada ao catolicismo, uma vez que sua celebração antecede a Quaresma. A palavra Carnaval é originária do latim, carnis levale, cujo significado é “retirar a carne”. Esse sentido está relacionado ao jejum que deveria ser realizado durante a Quaresma e também ao controle dos prazeres mundanos. Isso demonstra uma tentativa da Igreja Católica de controlar os desejos dos fiéis." Veja mais sobre "História do Carnaval" "Resumo sobre a história do Carnaval A história do Carnaval é antiga. O Carnaval tem forte ligação com o catolicismo, sendo entendido como uma festa cristã por ter relação direta com a Quaresma, criada no contexto da Idade Média. Essa festividade também possui relações com festivais realizados na Idade Antiga. São exemplos desses festivais as Sacéias e a comemoração do ano novo na Mesopotâmia (Babilônia) e a Saturnália e a Lupercália (Roma). As festividades da Idade Antiga eram marcadas principalmente pela subversão de papéis sociais. A Igreja Católica buscou ressignificar as festividades pagãs, dando um senso cristão aos excessos cometidos durante esse período, que passou a acontecer antes da Quaresma.  A lógica que regia as festas da Antiguidade era a mesma para o Carnaval na Europa da Idade Média e da Idade Moderna: inversão total da ordem. A história do Carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. O entrudo foi uma das primeiras manifestações carnavalescas brasileiras. Origem do Carnaval Alguns estudiosos entendem o Carnaval como uma festa cristã, pois sua origem, na forma como entendemos a" "festa atualmente, tem relação direta com o jejum quaresmal. Isso não impede que sejam traçadas as origens históricas que nos mostram a influência que o Carnaval sofreu de outras festas que existiam na Idade Antiga. Na Babilônia, duas festas possivelmente originaram o que conhecemos como Carnaval. As Sacéias eram uma celebração em que um prisioneiro assumia, durante alguns dias, a figura do rei, vestindo-se como ele, alimentando-se da mesma forma e dormindo com suas esposas. Ao final, o prisioneiro era chicoteado e depois enforcado ou empalado. Outro rito era realizado pelo rei no período próximo ao equinócio da primavera, um momento de comemoração do ano novo na Mesopotâmia. O ritual ocorria no templo de Marduk (um dos primeiros deuses mesopotâmicos), onde o rei perdia seus emblemas de poder e era surrado na frente da estátua de Marduk. Essa humilhação servia para demonstrar a submissão do rei à divindade. Em seguida, ele novamente assumia o trono. O que havia de comum nas duas festas e que está ligado ao Carnaval era o caráter de subversão de papéis sociais: a transformação temporária do prisioneiro em rei e a humilhação do rei frente ao seu deus. Possivelmente a subversão de papéis sociais no Carnaval, como os homens vestirem-se de mulheres e outras práticas semelhantes, é associável a essa tradição mesopotâmica. A associação entre o Carnaval e as orgias pode ainda relacionar-se com as festas de origem greco-romana, como os bacanais (festas dionisíacas, para os gregos). Seriam eles dedicados ao deus do vinho, Baco (ou Dionísio, para os gregos), marcados pela embriaguez e pela entrega aos prazeres da carne. Havia ainda, em Roma, a Saturnália e a Lupercália. A primeira ocorria no solstício de inverno, em dezembro, e a segunda, em fevereiro, que seria o mês das divindades infernais, mas também das purificações. Tais festas duravam dias, com comidas, bebidas e danças. Os papéis sociais também eram invertidos temporariamente, com os escravos colocando-se nos locais de seus senhores, e estes colocando-se no papel de escravos. " "Cristianismo(CATOLICISMO ROMANO) e Carnaval As festas citadas eram, naturalmente, celebrações pagãs e eram extremamente populares. Com o fortalecimento de seu poder, a Igreja não via com bons olhos essas celebrações nas quais as pessoas entregavam-se aos prazeres mundanos. Nessa concepção do cristianismo, havia a crítica da inversão das posições sociais, pois, para a Igreja, ao inverter os papéis de cada um na sociedade, invertia-se também a relação entre Deus e o demônio. A Igreja Católica, então, procurou ressignificá-las dando-lhes um senso mais cristão. Durante a Alta Idade Média, foi criada a Quaresma — período de 40 dias antes da Páscoa caracterizado pelo jejum. Tempos depois, as festividades realizadas pelo povo foram concentradas nesse período e nomeadas carnis levale. A Igreja pretendia, dessa forma, manter uma data para as pessoas cometerem seus excessos, antes do período da severidade religiosa. Nesse momento, o Carnaval estendia-se durante várias semanas, entre o Natal e a Páscoa." "Carnaval na Europa medieval e moderna" "Durante os carnavais medievais, por volta do século XI, no período fértil para a agricultura, homens jovens que se fantasiavam de mulheres saíam às ruas e aos campos durante algumas noites. Diziam-se habitantes da fronteira do mundo dos vivos e dos mortos e invadiam os domicílios, com a aceitação dos que lá habitavam, fartando-se com comidas e bebidas, e também com os beijos das jovens das casas. Durante o Renascimento, nas cidades italianas, surgia a commedia dell'arte, teatros improvisados cuja popularidade ocorreu até o século XVIII. Em Florença, canções foram criadas para acompanhar os desfiles, que contavam ainda com carros decorados, os trionfi. Em Roma e Veneza, os participantes usavam a bauta, uma capa com capuz negro que encobria ombros e cabeça, além de chapéus de três pontas e uma máscara branca." "A lógica que regia as festas da Antiguidade era a mesma para o Carnaval na Europa da Idade Média e Moderna: o mundo de cabeça para baixo. Sendo assim, tratava-se de um período de inversão proposital da ordem, portanto, as restrições das vidas das pessoas eram abolidas, e os papéis que existiam naquela sociedade, invertidos. A partir do século XVI, houve iniciativas de impor o controle sobre as festas carnavalescas no continente. Essa tentativa de silenciamento foi uma reação aos conflitos religiosos que atingiam a Europa naquele período, mas também pode ser explicada como forma de impor controle social. Outra explicação pode ser o conservadorismo vigente que buscava demonizar as festas populares." "Carnaval no Brasil A história do Carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma brincadeira de origem portuguesa que, na colônia, era praticada pelos escravos. Nela, as pessoas saíam às ruas sujando umas às outras jogando lama, urina etc. O entrudo foi proibido em 1841, mas continuou até meados do século XX. Depois surgiram os cordões e ranchos, as festas de salão, os corsos, e as escolas de samba. Afoxés, frevos e maracatus também passaram a fazer parte da tradição cultural carnavalesca brasileira. Marchinhas, sambas e outros gêneros musicais foram incorporados à maior manifestação cultural do Brasil."

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

PRECISAMOS DE AVIVAMENTO ESPIRITUAL

Dr Shedd sobre: Quando o Avivamento é necessário? 1. Quando a Oração deixa de fazer parte vital da vida da Igreja; 2. Quando a busca pela Verdade Bíblica diminui e o cristão se sente satisfeito com o que sabe. 3. Quando ensinamentos sobre coisas eternas não penetram no coração. 4. Quando os cultos não são motivados de Alegria e Prazer. 5. Quando as conversas sobre coisas espirituais são superficiais. 6. Quando esportes, recreação e entretenimento tomam lugar amplo e necessário no estilo de vida. 7. Quando pecados do corpo e da mente podem ser praticados sem questão de consciência. 8. Quando a aspiração pela santidade na imagem de Cristo não tem lugar dominante na vida e na mente. 9. Quando aquisição de dinheiro e posses materiais se tornam preocupações centrais na vida. 10. Quando é possível pronunciar as palavras dos cânticos do culto sem envolver o coração. 11. Quando a divisão entre membros não Igreja não é motivo de preocupação entre irmãos. 12. Quando é possível assistir filmes depravados e programas de TV depravados sem desistir ou sentir-se ofendido. 13. Quando não há tristeza pela falta de poder espiritual. 14. Quando falta música na alma, cânticos no coração. 15. Quando se ajusta prazerosamente ao estilo de vida no mundo. 16. Quando é possível ouvir a situação dos povos não alcançados pelo Evangelho sem sentir qualquer desejo de orar, contribuir ou muito menos mandar meu filho para lá.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

O Galo Que Cantou Quando Pedro Negou Jesus Não Era Uma Ave?

Mateus 26.34 Jesus respondeu: "Eu lhe digo a verdade: esta mesma noite, antes que o galo cante, você me negará três vezes". Essa profecia foi proferida três vezes: (1) João 13:38 , relativo ao fato, não ao tempo; (2) Lucas 22:34 , na sala de jantar; (3) e por último, Mateus 26:34 ( Marcos 14:30 ), no Monte das Oliveiras. Existia uma lei judaica que proibia a criação de galos em Jerusalém. Esta lei estava descrita no tratado mishnar. Explicação Mishnar* era um tratado de lei judaica que proibia a criação de galos em Jerusalém, por causa das coisas santas. A lei também proibia que sacerdotes criassem galos em qualquer lugar da terra de Israel. De fato, havia uma regra na lei judaica que era ilegal ter galos e galinhas nas cidades santas por questões higiênicas. Jerusalém era tida como uma cidade santa e as galinhas sujariam a cidade. Passagem bíblica Na Bíblia, Jesus disse a Pedro: "Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes". O que a passagem quer dizer? Algumas pessoas questionam como a passagem bíblica pode dizer sobre o cantar do galo, se não havia galos perto do local da crucificação de Jesus. Inventaram uma explicação e dizem que era o toque de trombeta para troca da guarda romana. Em Marcos 13.35, a expressão “cantar do galo “ possui um sentido cronológico: “Vigiais, pois, porque não sabeis quando virá o Senhor da casa; se à tarde (1ª vigília: das 18h às 21h), se a meia-noite (2ª vigília: das 21h às 0h), se ao cantar do galo (3ª vigília: das 0h às 3h), se pela manhã (4ª vigília: das 3h às 6h)”. Mas o que não dizem é que, em Jerusalém moravam além de judeus, romanos, e vários grupos que não concordavam com essa lei; existiam os herodianos, publicanos, meretrizes, pecadores de todos os tipos de pecados. E com certeza foi um galo de pena e bico. Mas será que o galo e a galinha eram conhecidos nos tempos de Jesus? A resposta é sim! Em umas de suas mais impressionantes palavras sobre Jerusalém, Jesus usa exatamente esse animal como pano de fundo de Sua fala. Não seria natural Jesus usar um bicho desconhecido para trazer ensinos: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Mateus 23:37). Observe que temos a clara menção da cena clássica da mãe galinha toda zelosa pelos seus filhotinhos. De onde Jesus tirou essa cena? De algo desconhecido? Evidente que não! Havia também no Novo Testamento o uso do canto do galo como um indicativo de um determinado horário, vejamos: “Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã” (Marcos 13:35). Observe que nesse texto o canto do galo é situado entre meia noite e o amanhecer. Como o galo costuma cantar antes da chegada do amanhecer, nesse texto possivelmente se refira ao horário da madrugada, possivelmente a terceira vigília da noite (entre meia noite e três da manhã). Então, nesse contexto aqui, sim, “cantar do galo” se refere a um horário. Vejamos agora o caso de Pedro. Feitas essas três observações, agora vamos ao texto onde Jesus diz que Pedro iria negá-lo: “Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que duas vezes cante o galo, tu me negarás três vezes” (Marcos 14:30). Alguns dizem que esse texto está fazendo menção de um tipo de toque que os romanos davam na madrugada para marcar qual era o horário (parecido com aqueles relógios com sinos que soam em algumas igrejas). Dizem alguns, então, que esse galo mencionado por Jesus não era uma ave, pois os judeus não podiam ter galinheiros em Jerusalém. Vamos analisar se isso é verdade? O Talmude (que é um comentário sobre as leis judaicas) diz que os judeus eram proibidos de ter galináceos, pois larvas de insetos que procriavam nos excrementos das galinhas facilitavam a contaminação da carne dos sacrifícios. Isso é um fato. Porém, precisamos pontuar algumas coisas aqui para, então, tirar nossa conclusão: (i) Os romanos não tinham proibição alguma de ter galos e judeus que não seguiam as leis judaicas também faziam como queriam. Sendo assim, galos em Israel era algo totalmente possível. A própria citação de Jesus sobre “galinha” que mencionamos acima prova isso. Dessa forma, o canto do galo que Pedro ouviu podia sim ser de um galo (ave) que estava ali; (ii) No texto que mencionamos acima em Marcos 14:30, galo vem da palavra grega “alektor”, usada para “galo” ou para “o macho de qualquer ave”. Sendo assim, o escritor estava sim descrevendo uma ave aqui. Nesse sentido, a meu ver não temos nesse texto uma simbologia, mas uma literalidade. (iii) A dinâmica da narrativa não parece estar ligada a um horário específico (um sinal tocado em determinada hora), como se Pedro fosse negar Jesus antes da sinalização romana de um determinado horário. O texto parece mostrar certa surpresa, quando Pedro nega Jesus e imediatamente o galo canta. E isso acontece não somente uma vez. (iv) Em diversos outros textos, quando temos menção de horários em que ocorrem acontecimentos na madrugada, não temos o uso de “galo” para designar esses horários. Seria lógico que se o galo fosse uma designação padrão para esse “toque romano” que marcava horários na madruga, que isso fosse citado mais vezes. Mas o que vemos é que isso não ocorre, pelo contrário, a maioria das citações são as famosas “hora sexta”, “hora nona”, “hora undécima”, etc, que eram a forma mais comum de citação de horários. (6) Portanto, finalizo dizendo que não há elementos suficientemente fortes para crermos que o galo mencionado no momento em que Pedro negou Jesus não era uma ave. Tudo no texto aponta para o canto do animal que trouxe à mente de Pedro a negação que fez de Jesus diante das pessoas. Portanto, O Galo que cantou tinha pena e Bico.