sábado, 2 de abril de 2022
Sifrá e Puá duas Guerreiras que Não Mentiram
Mentira em hebraico é Cazav. E o significado original da palavra Cazav é palavras vãs ou inúteis faladas para enganar, causar falha ou decepção. Sendo assim o verdadeiro mentiroso é aquele que profere palavras inúteis e que de alguma forma decepcionam e causam conflito ao próximo. É aquele que com suas palavras engana com propósito inútil.
A Mentira das Parteiras Hebreias foi Aprovada por Deus?
A mentira das parteiras hebreias foi aprovada por Deus?
Em Êxodo 1.15-22 vemos o relato bíblico referente a ordem de Faraó a duas parteiras egípcias – Sifrá e Puá – de executar os meninos hebreus após o parto. Muitos acreditam que Deus aprovou a mentira das parteiras hebreias, mas foi isso mesmo? Será que elas mentiram?
Vamos analisar o texto e ver as possibilidades.
As parteiras temeram a Deus?
Em Êxodo 1.17-19 lemos que as parteiras temeram a Deus, e decidiram não obedecer às ordens do rei, mas em nenhum momento a Bíblia diz que elas mentiram.
O argumento delas, é o de que “As mulheres hebréias não são como as egípcias. São cheias de vigor e dão à luz antes de chegarem as parteiras”. (v.v 19).
O leitor menos apressado, logo supõe que elas mentiram. Contudo, várias coisas podem ter acontecido.
Como por exemplo, os meninos podiam ser escondidos pelos pais, assim como aconteceu com Moisés (Êxodo 2.1), e mesmo sabendo dessa possibilidade elas não insistiam em procurar.
Sendo assim, não havia como Sifrá e Puá, matá-los.
Ou se para você não faz sentido, as parteiras podem ter simplesmente demorado de forma proposital para atender aos chamados, dando tempo necessário para as crianças nascerem e ser colocadas em segurança.
De uma forma ou de outra, o argumento deve ter sido sólido para um Faraó irado, que não deixaria isso passar, caso suspeitasse delas.
Lembre-se que esse faraó tinha um coração obstinado, que resistiu até mesmo as pragas do Egito.
Deus abençoou a mentira das parteiras hebreias ou a obediência delas?
Em Êxodo 1:20,21 lemos que Deus foi bondoso com Sifrá e Puá, o termo hebraico utilizado no texto para “bondoso” é “יטב yatab” e de acordo com o dicionário de Strong significa: ser bom, ser agradável, estar bem, estar satisfeito, estar alegre, ser agradável.
Ou seja, a benção de Deus sobre a vida delas, é fruto do fato de Deus ter ficado satisfeito com elas, e isso não teria acontecido caso elas tivessem mentido, porque como sabemos, o pai da mentira é o Diabo (João 8.44)
Conclusão
Dizer que Deus abençoou a mentira das parteiras hebreias é precipitado e teologicamente incoerente.
Devemos ter em mente que Deus não é como o ser humano que precisa da mentira para que seus propósitos eternos prosperem.
Além disso, como está escrito em 1 João 1.5 Deus é luz e nele não há nenhuma espécie de obscuridade, trapaça ou mentira.
Sendo assim, ao analisar o caso das parteiras hebreias, Sifrá e Puá, devemos excluir a possibilidade de que elas mentiram.
Diego Damasceno
quarta-feira, 30 de março de 2022
A Humanidade de Jesus
Por que Jesus Orava?
Se Jesus era Deus, como é que Ele podia orar a Deus? Jesus estava orando a Si mesmo?
Para entender Jesus, como Deus na terra, orando ao Seu Pai no céu, precisamos entender que o Pai eterno e o Filho eterno tinham um relacionamento eterno antes de Jesus tornar-se humano. Por favor leia João 5:19-27, especialmente 5:23, onde Jesus ensina que o Pai enviou o Filho (leia também João 15:10). Jesus não se tornou o Filho de Deus quando nasceu em Belém muitos anos atrás. Ele sempre tem sido o Filho de Deus desde a eternidade passada, ainda é, e sempre será.
Isaías 9:6 nos diz que “um menino nos nasceu, um filho se nos deu”. Jesus (juntamente com o Espírito Santo) sempre fez parte do relacionamento trino. A trindade sempre existiu: Deus Pai, Deus Filho e o Espírito de Deus, não três deuses, mas um Deus que existe em três pessoas distintas. Jesus ensinou que Ele e o Seu Pai são um (João 10:30), o que significa que Ele e o Seu Pai são da mesma substância e essência. O Pai, Filho e Espírito Santo são três pessoas coiguais que existem como Deus. Esses três tinham e continuam a ter um relacionamento eterno.
Quando Jesus, o eterno Filho de Deus, tomou sobre Si perfeita humanidade, Ele também passou a ser um servo, deixando de lado a Sua glória celestial (leia Filipenses 2:5-11). Como o Deus-homem, Ele teve que aprender obediência (Hebreus 5:8) ao Pai ao ser tentado por Satanás, falsamente acusado pelos homens, rejeitado por Seu povo e eventualmente crucificado. Sua oração ao Pai Celestial era para pedir por poder (João 11:41-42) e sabedoria (Marcos 1:35; 6:46). A Sua oração enquanto na terra como um homem mostrou uma dependência no Pai para poder cumprir o plano de redenção do Deus Pai (note a oração de Cristo como o grande sacerdote em João 17). Sua oração demonstrava que Ele no fim das contas Se submeteu à vontade do Pai, a qual era que Jesus morresse na cruz para pagar pela penalidade (a morte) por termos quebrado a lei de Deus (Mateus 26:31-46). Como se sabe, Ele ressuscitou dos mortos corporalmente, ganhando o perdão e vida eterna a favor dos que se arrependem dos pecados e creem nEle como o seu Salvador.
Não há problema nenhum com o Deus Filho orando ou falando com o Deus Pai. Como mencionado anteriormente, eles tinham um relacionamento eterno antes de Cristo se tornar humano. Esse relacionamento foi descrito nos Evangelhos para que possamos ver como o Filho de Deus em Sua humanidade realizou a vontade de Seu Pai e, ao fazer isso, a redenção foi comprada para os Seus filhos (João 6:38). A contínua submissão de Cristo ao Seu Pai Celestial foi fortificada e focalizada através de Sua vida de oração. O exemplo de Cristo na área de oração nos foi deixado para que possamos seguir o Seu modelo.
Jesus Cristo não foi menos Deus na terra quando orava a Deus Pai no Céu. Ele estava descrevendo como até em humanidade perfeita é necessário ter uma vida de oração vigorosa para cumprir a vontade de Seu Pai. Jesus orar ao Pai foi uma demonstração do Seu relacionamento dentro da Trindade e um exemplo de como devemos depender de Deus através da oração para obter a força e sabedoria das quais precisamos. Se Cristo, como Deus-homem, precisava ter uma vigorosa vida de oração, quanto mais o seguidor de Cristo hoje!
terça-feira, 29 de março de 2022
Encorajamento: Ser Ovelha
Precisamos de Deus para sobreviver. Ainda que o crente se comporte de maneira orgulhosa, sua carência pastoral é inerente à natureza de ovelha. A ovelha só vive em bando. Quando uma anda sozinha, está desviada. Um crente que vive sozinho está perdido. Lugar de ovelha é no aprisco, e lugar de crente é na igreja. O Cordeiro de Deus morreu para que vivamos em comunidade. Precisamos de Jesus e desejamos o seu cuidado. Somos ovelhas e precisamos viver na companhia dos irmãos.
Ore: "Senhor Deus, a tua Palavra assegura que tu és o meu supremo pastor. Mas, neste momento, peço pela minha vida como ovelha. Preciso ser mais submisso à tua vontade! Em nome de Jesus.
Comportamento das Ovelhas
Comportamento das ovelhas
As ovelhas são animais inteligentes, sensíveis e sociáveis. Elas conseguem facilmente identificar os integrantes pertencentes ao seu grupo, além de serem capazes de distinguir as várias expressões da face de outros animais do rebanho. Sua memória também é muito boa, pois conseguem lembrar de acontecimentos ocorridos há dois anos. Além disso, são animais dóceis que não possuem mecanismos de ataque. Também são ágeis e adaptam-se facilmente aos locais que habitam.
Um estudo feito na Europa comprovou que as ovelhas são capazes de expressar emoções visivelmente, por exemplo, quando estão estressadas mostram sinais de depressão, assim como os seres humanos.
Rebanho de ovelhas
Geralmente, as ovelhas são criadas em rebanhos. Seu manejo requer cuidados adequados, pois os rebanhos são grandes e elas são animais muito sensíveis, tanto ao clima quanto ao estresse.
Principais Predadores
Lobos e raposas são os seus principais predadores, por isso requerem maior atenção por parte dos criadores. Esses predadores precisam ser afastados do rebanho uma vez que fazem tocaia nas fêmeas com o intuito de roubar seus filhotes.
Alimentação das Ovelhas
- Raízes;
- Tubérculos (como a batata doce, a beterraba e o aipim, por exemplo);
- Milho;
- Aveia;
- Cevada;
- Outros cereais.
As figuras da ovelha e do pastor de ovelhas são símbolos muito conhecidos do povo de Deus. Tanto no Antigo como no Novo Testamento, elas aparecem várias vezes. No Antigo Testamento, Deus mesmo é o pastor que busca, apascenta, protege e cuida do seu rebanho, seu povo. Assim podemos ler em Jeremias 23. Foi nesta mesma confiança que o autor do Salmo 23 confessou: “O Senhor é o meu pastor, nada me faltará”. No Novo Testamento, Jesus se torna o bom pastor, que conhece as suas ovelhas e as ama tanto que dá a vida por elas. O rebanho é formado pelos seus discípulos, seus seguidores, os que creem em Cristo, a igreja, o povo que foi reconciliado com Deus e passa a fazer parte de uma nova família.
É esta também a imagem, ou seja, a ilustração que aparece em nosso texto. Jesus se relaciona com os discípulos e com o povo como um bom pastor. Trata uns e outros como parte de um rebanho de ovelhas. Sobre como acontece este relacionamento entre o pastor e as ovelhas é o que queremos meditar.
1. Jesus, pastor com os discípulos!
Voltaram os apóstolos à presença de Jesus e lhe relataram tudo quanto haviam feito e ensinado. E ele lhes disse: “venham repousar um pouco à parte; num lugar deserto” (v.30s). É importante notar que os discípulos aqui são chamados de apóstolos. Esta troca de termos é ilustrativa. Discípulo é aquele “segue” Jesus. Apóstolo é aquele que foi “enviado” por Jesus para testemunhar e ensinar as verdades do Reino de Deus. Isso mostra que o discipulado cristão e a vivência da nossa fé acontecem nesta dupla relação entre a comunhão com o Senhor e o serviço no mundo! Os discípulos, que haviam sido enviados para anunciar a mensagem do Reino de Deus, agora voltam e relatam tudo o que fizeram, ensinaram e experimentaram. E Jesus ouve atentamente o que eles têm a dizer. Jesus ouve e se interessa pelos seus discípulos.
E, depois de ouvir o relato dos enviados, Jesus conclui que eles precisam de uma folga, de um tempo de recolhimento para descanso e avaliação. “Venham a um lugar deserto para descansar um pouco” (v.31). “E foram sós para um lugar deserto” (v.32). Os discípulos estão cansados, eles não tiveram tempo nem para comer.
MAS JESUS, COMO BOM PASTOR, É SENSÍVEL A ESTA NECESSIDADE DE SEUS SEGUIDORES. ELE CONVIDA PARA O RECOLHIMENTO E OFERECE DESCANSO. “VENHAM A MIM TODOS AQUELES QUE ESTÃO CANSADOS E SOBRECARREGADOS E EU VOS ALIVIAREI”. ASSIM ELE DISSE EM OUTRA OPORTUNIDADE (MT 11.28). SERÁ QUE ESTE CONVITE DE JESUS PARA A QUIETUDE, O RECOLHIMENTO E DESCANSO PODERIA VALER TAMBÉM PARA VOCÊ?
A seguir, o texto dirige a atenção ao povo. Conforme lemos, era muita gente. E eram enormes as suas carências. As pessoas precisam de alimento e saúde e, por isso, correm atrás de Jesus (v.33). Levam a ele os enfermos (v. 55). Assim, ao desembarcar, Jesus vê uma multidão e se compadece das pessoas, porque reconhece que elas são como ovelhas que não têm pastor (v.34). É um povo desamparado e desorientado. Mas Jesus tem um coração sensível para as suas necessidades. Assim chegamos ao segundo ponto da nossa reflexão.
2. Jesus, pastor com a multidão!
Como vive uma ovelha sem pastor? Ovelhas são animais muito dóceis e sociáveis. Mas também são animais muito frágeis e sensíveis. A saúde e a sobrevivência de um rebanho dependem basicamente dos cuidados do seu pastor. Jesus afirma que a multidão que ele encontra está como ovelhas sem pastor. Ovelhas sem pastor enfrentam sérios problemas:
- a) Ficam expostas a muitos perigos – pragas, ataques de moscas ou animais ferozes;
- b) Ficam famintas e sedentas – pois não encontram pastagem;
- c) Vivem inseguras porque perdem o rumo a seguir.
Certo criador de ovelhas ensinava que uma ovelha precisa ter supridas três necessidades para que possa descansar e procriar: Ela precisa sentir-se segura; alimentada e livre do atrito com as demais ovelhas do rebanho. O pastor de ovelhas tem exatamente estas funções: Deve proteger, guiar e alimentar o rebanho, bem como cuidar das ovelhas feridas e buscar as ovelhas perdidas. Sem estas necessidades supridas as ovelhas ficam aflitas, angustiadas, cansadas, exaustas.
Um rebanho de ovelhas sem pastor está perdido. Uma história pode ilustrar isso. Aconteceu na Europa. Um rebanho de ovelhas perdidas e desorientadas invadiu uma autoestrada. A confusão no trânsito foi geral. A polícia corria atrás das ovelhas e não conseguia reunir as coitadas. Até que chamaram o pastor responsável por aquele rebanho. Este se aproximou e começou a chamar as ovelhas. Três minutos depois ele tinha reunido todo o rebanho e a autoestrada foi liberada.
Algo semelhante acontece com a multidão aqui avistada por Jesus. Estão como ovelhas sem pastor. Por isso, correm atrás de Jesus e dos discípulos. Veem na mensagem de Jesus um sinal de esperança e de orientação. E Jesus se coloca ao seu lado como um bom pastor. Sua tarefa é reunir o rebanho, proteger as ovelhas e conduzi-las em segurança para a salvação. Por isso, Jesus mostra-se sensível às necessidades do povo. Ele sente compaixão da multidão. Os discípulos estão próximos de Jesus, mas a multidão está abandonada. Por isso precisa de mais atenção do que os discípulos.
AMADOS IRMÃOS E IRMÃS! QUAL É A SUA SITUAÇÃO? VOCÊ ESTÁ ENTRE O GRUPO DOS DISCÍPULOS OU ENTRE A MULTIDÃO DESORIENTADA COMO OVELHA SEM PASTOR? SEJA QUAL FOR A SUA SITUAÇÃO, JESUS É AQUELE QUE NOS ACOLHE, CONVIDA E CHAMA PARA O DISCIPULADO PARA ENTÃO NOS ENVIAR AO MUNDO A FIM DE TESTEMUNHAR O SEU AMOR E PROCLAMAR A MENSAGEM DO REINO DE DEUS.
Como cristãos e como comunidade, vivemos a nossa fé neste duplo relacionamento. Por um lado, é importante nos reunirmos em culto e participarmos nas demais atividades da Igreja. Nestes encontros aprofundamos nossa comunhão com o Senhor, nos fortalecemos na fé e nos auxiliamos uns aos outros. Por outro lado, é importante e necessário que voltemos nosso olhar para fora dos muros da Igreja. Pois ainda há muita gente que vive abandonada e desorientada. Há muitas ovelhas desgarradas e rebanhos sem pastor.
O mundo precisa de discípulos que anunciam a misericórdia de Deus para com aqueles que sofrem. Ainda há muita ovelha sedenta e faminta que precisa ouvir o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Como discípulos de Jesus, somos convidados a ver e ouvir as ovelhas desgarradas, desviadas, perdidas, aflitas, desorientadas e desesperadas do nosso tempo. Vamos olhar para estas ovelhas com os olhos da compaixão e anunciar a elas que o Reino de Deus está próximo, que o próprio Deus está perto de nós através de seu Filho Jesus Cristo.
Que Deus nos ajude e nos dê a mesma alegria experimentada pelos primeiros discípulos, no cumprimento da nossa missão. Que assim seja.
–
Pregação foi escrita por P. Germanio Bender e publicada por Luteranos.
sexta-feira, 25 de março de 2022
A História de um Campeão de Deus: José
Os sonhos de José, a história de um campeão (Gênesis 37.2-11)
Gênesis 37.2-11
Gênesis 37.2-3
Gênesis 37.4
Números 12.6
Gênesis 37.5-7
SEGUNDO: Há muitos " irmãos de José" andando por ai, pessoas que querem destruir os seus sonhos, que querem matar os seus sonhos, que querem te lançar na cova, e te ver na escravidão:
Gênesis 37.18-20
Gênesis 37.21-22
Gênesis 37.27-28
Gênesis 39.1-4
Gênesis 39.10-12
Gênesis 39.20-23
José se destacava sempre dos demais, isto porque ele sempre estava disposto a trabalhar e com diligencia, com honestidade, e onde José colocava as mãos, o Senhor abençoava.
Se foi assim com José pode ser conosco também, basta termos as mesma atitudes, a mesma fidelidade, o mesmo compromisso. José não era um super homem, ele tinha os mesmo desejos e defeitos que nós, porém a sua confiança em Deus era inabalável.
Gênesis 40.7-8
Gênesis 40.13-15
Gênesis 40.23
Gênesis 41.1-8
Gênesis 41.14-16
Gênesis 41.29-33
Gênesis 41.37-44
Gênesis 15.13-14
Gênesis 42.6-9
Gênesis 45.4-5
Gênesis 50.20-21
Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.
Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.
Salmos 126.5-6
Creia a sua hora vai chegar, nunca desista do Senhor, não olhe para traz, o que passou já passou, olhe para frente, olhe para Jesus o autor e consumador da nossa fé.
Como é bom permanecer fiel, e colher os frutos de uma vida de obediência.
