domingo, 8 de maio de 2016
Amargura e Alegria
Irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes... que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro
(1 CorÍntios 15:1-4; 1 Pedro 2:24).
O cordeiro pascal tinha de ser comido assado no fogo e com ervas amargas (Êxodo 12:8). Este ato solene é uma figura dos sofrimentos expiatórios de Cristo, que viria a se tornar o verdadeiro Cordeiro de Deus (João 1:36; 1 Pedro 1:19).
O Senhor Jesus teve de sofrer a ira de Deus contra o pecado, e os crentes dolorosamente sentem a sua responsabilidade por tudo o que o Senhor teve de suportar. Eles são humilhados pelo pensamento de que seus próprios pecados e seu estado perdido foram a causa da morte do Senhor na cruz por eles. Dessa forma, eles comem as ervas amargas.
Talvez alguém diga: "Mas profunda alegria enche os nossos corações porque nós fomos salvos pela obra de Cristo na cruz. Os nossos pecados foram perdoados; então nada além de louvor e ação de graças vêm de nossos lábios". Sem dúvida, isso nos dá motivos de alegria e de ação de graças inesgotáveis.
Mas como podemos esquecer que Cristo teve que sofrer tanto por nossos pecados e abaixar a cabeça sob a carga das nossas transgressões? A reverência que sentimos observando os sofrimentos a que Cristo Se submeteu por nós e a alegria da salvação não se anulam; ao contrário, se complementam. Os dois aspectos nos permitem compreender o significado da cruz de forma muito mais profunda.
sábado, 7 de maio de 2016
Bajulador
Leitura Bíblica: Provérbios 26.22-28
Livra-me e salva-me do poder de estranhos, cuja boca profere mentiras, e cuja direita é direita de falsidade (Sl 144.11, ARA).
Um corvo empoleirado sobre uma árvore segurava em seu bico um queijo. Uma raposa, atraída pelo cheiro, veio dizer-lhe o seguinte: “Olá, doutor corvo! Como o senhor é lindo, como me parece belo! Se sua voz se assemelhar à sua plumagem, o senhor é a fênix dos habitantes destes bosques!” O corvo, lisonjeado com o que ouviu, abriu o bico para mostrar sua bela voz e deixou cair o queijo. A raposa apoderou-se dele e disse: “Meu caro, aprenda que todo bajulador vive às custas de quem lhe dá ouvidos. Esta lição sem dúvida vale um queijo.” O corvo, envergonhado e confuso, jurou – um pouco tarde, é verdade – que não cairia mais nessa.
Todo bajulador vive às custas de quem lhe dá ouvidos. Este é um alerta para os que tanto se preocupam em obter reconhecimento e vivem esperando elogios e aprovação – pessoas que não toleram críticas e sempre respondem com mau humor a quem discorda delas. Muitas vezes os elogios não passam de bajulação de gente que só quer tirar proveito dos relacionamentos. Falam bem dos outros para também serem bem recebidas. Deveríamos dar mais valor a quem nos repreende e corrige do que aos que só nos elogiam. A correção é uma prova de amor. O próprio Deus corrige a quem ama.
Portanto, é preciso de muito discernimento para interpretar corretamente a diferença entre um elogio genuíno e uma bajulação, entre uma correção de amor e uma crítica destrutiva.
Em geral basta identificar quem está elogiando ou criticando. Se for uma pessoa de caráter duvidoso, conhecida por mentir e agir com falsidade, certamente não devemos confiar em suas palavras. Se for alguém conhecido por sua piedade, convém ouvir com mais atenção seu elogio ou sua correção.
Acima de tudo, porém, sempre precisamos conferir se o que as pessoas dizem está de acordo com o que a Bíblia ensina. – HSG
A felicidade vem da honestidade, e não de elogios
