quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Notícia Falsa

Notícia falsa Nota: Não confundir com Noticiário satírico. Diagrama sobre como identificar notícias falsas da IFLA em português Notícias falsas (sendo também muito comum o uso do termo em inglês fake news) são uma forma de imprensa marrom que consiste na distribuição deliberada de desinformação ou boatos via jornal impresso, televisão, rádio, ou ainda online, como nas mídias sociais.[1] Este tipo de notícia é escrito e publicado com a intenção de enganar, a fim de se obter ganhos financeiros ou políticos, muitas vezes com manchetes sensacionalistas, exageradas ou evidentemente falsas para chamar a atenção.[2][3] O conteúdo intencionalmente enganoso e falso é diferente da sátira ou paródia. Estas notícias, muitas vezes, empregam manchetes atraentes ou inteiramente fabricadas para aumentar o número de leitores, compartilhamento e taxas de clique na Internet.[2] Neste último caso, é semelhante às manchetes "clickbait", e se baseia em receitas de publicidade geradas a partir desta atividade, independentemente da veracidade das histórias publicadas.[2] As notícias falsas também prejudicam a cobertura profissional da imprensa e torna mais difícil para os jornalistas cobrir notícias significativas.[4][5] O fácil acesso online ao lucro de anúncios online, o aumento da polarização política e da popularidade das mídias sociais, principalmente a linha do tempo do Facebook,[6][2] têm implicado na propagação de notícias deste gênero. A quantidade de sites com notícias falsas anonimamente hospedados e a falta de editores conhecidos também vêm crescendo, porque isso torna difícil processar os autores por calúnia.[7] A relevância dessas notícias aumentou em uma realidade política "pós-verdade". Em resposta, os pesquisadores têm estudado o desenvolvimento de uma "vacina" psicológica para ajudar as pessoas a detectar falsas informações.[8][9] Além da disseminação de notícias falsas através da mídia, a expressão também define, em um âmbito mais abrangente, a disseminação de boatos pelas mídias sociais, por usuários comuns. Algumas vezes, isso pode ter consequências graves, como o notório caso ocorrido em 2014, do linchamento de uma dona de casa na cidade de Guarujá, no litoral do estado de São Paulo, Brasil.[10] Definição Fake news ("notícia falsa", em português) é um termo novo, ou neologismo,[11] usado para se referir a notícias fabricadas. O termo fake news originou-se nos meios tradicionais de comunicação, mas já se espalhou para mídia online. Este tipo de notícia, encontrada em meios tradicionais, mídias sociais ou sites de notícias falsas, não tem nenhuma base na realidade, mas é apresentado como sendo factualmente corretas.[12] Michael Radutzky, um produtor do show 60 Minutes da CBS[desambiguação necessária],[13] disse que seu show considera notícias falsas como "histórias que são comprovadamente falsas, têm um enorme tração [apelo popular] na cultura, e são consumidas por milhões de pessoas". Ele não inclui notícias falsas que são "invocadas por políticos contra os meios de comunicação sobre as histórias ou comentários que eles não gostam ".[14] Guy Campanile, também produtor de 60 Minutos, disse: "Estamos falando de histórias que são fabricadas do nada. De forma geral, criadas deliberadamente e que qualquer por qualquer definição sejam mentira."[14] A intenção e o propósito por trás da notícias falsas é importante. Em alguns casos, o que parece ser uma falsa notícia pode ser, na verdade, notícias de sátira, que usa o exagero e introduz elementos não verdadeiros com o objetivo de divertir ou fazer um ponto, em vez de enganar. Propagandas também pode ser falsas notícias.[2] Claire Wardle, do First Draft News, identifica sete tipos de notícias falsas[15]: 1. Sátira ou paródia ("sem intenção de fazer mal, mas tem potencial para enganar"). 2. Falsa conexão ("quando as manchetes, visuais das legendas não dão suporte a conteúdo"). 3. Conteúdo enganoso ("má utilização da informação para moldar um problema ou de um indivíduo"). 4. Contexto falso ("quando o verdadeiro conteúdo é compartilhado com informações falsas contextuais"). 5. Conteúdo impostor ("quando fontes verdadeiras são forjadas" com conteúdo falso). 6. Conteúdo manipulado ("quando informação genuína ou imagens são manipuladas para enganar", como fotos "adulteradas"). 7. Conteúdo fabricado ("conteúdo novo é 100% falso, projetado para enganar e fazer mal"). Em pesquisa realizada pela Kantar em 2017,[16] a definição de notícias falsas (fake news, no termo em inglês popularizado pelo presidente dos EUA, Donald Trump) ainda não era muito clara: 58% dos brasileiros entrevistados achavam se tratar de "uma história deliberadamente fabricada por um meio de comunicação", 43% pensavam que o termo se referia a "história divulgada por alguém que finge ser um meio de comunicação", 39% apontavam que seria "uma história que contém erro de informação" e 27% apostavam que seria uma "história tendenciosa".[17] Em uma análise mais direta, as notícias falsas seriam "imitações fraudulentas de gêneros jornalísticos, cujo objetivo é emprestar as marcas discursivas de uma instituição social dos Estados democráticos para levar o leitor a conferir maior credibilidade a seu conteúdo[18]". Identificação A Federação Internacional das Associações e Instituições de bibliotecária (IFLA) publicou um diagrama com dicas para ajudar as pessoas a identificarem notícias falsas (imagem da versão em português do diagrama a direita).[19] 1. Considere a fonte da informação: tente entender sua missão e propósito olhando para outras publicações do site. 2. Leia além do título: Títulos chamam atenção, tente ler a história completa. 3. Cheque os autores: Verifique se eles realmente existem e são confiáveis. 4. Procure fontes de apoio: Ache outras fontes que suportem a notícias. 5. Cheque a data da publicação: Veja se a história ainda é relevante e está atualizada. 6. Questione se é uma piada: O texto pode ser uma sátira. 7. Revise seus preconceitos: Seus ideais podem estar afetando seu julgamento. 8. Consulte especialistas: Procure uma confirmação de pessoas independentes com conhecimento. Há algumas instituições como "Aos Fatos" e International Fact-Checking Network (IFCN) que se propõem a checar notícias e julga-las como falsas ou verdadeiras. A IFCN faz uso de uma rede colaborativa e faz um treinamento de seus colaboradores para que possam validar as histórias.[20] O Facebook se comprometeu a ajudar seus usuários a identificar as notícias falsas,[21] e adicionou em cerca de 14 países uma seção com dicas sobre como reconhecer notícias falsas. Os leitores também estão se tornando mais céticos e atentos: uma pesquisa mostrou que mais de 3 em cada 4 leitores de notícias verificaram fatos em uma notícias de independente,[22] enquanto 70% reconsideraram compartilhar uma matéria por receio de que ela pudesse ser uma notícia falsa. Detecção automática O MIT desenvolveu um sistema de inteligência artificial que reescreve automaticamente frases da Wikipédia contendo informações obsoletas com pouca ou nenhuma intervenção humana, mantendo a linguagem semelhante à maneira como os humanos escrevem e editam. Portanto, o texto criado usando a IA não parecerá incomum em um parágrafo cuidadosamente criado.[23] O sistema de inteligência artificial pode ser usado para fins como detectar automaticamente notícias falsas.[24] História Repórteres com várias formas de "notícias falsas", de uma ilustração de 1894 por Frederick Burr Opper. Orson Welles explica para jornalistas a transmissão de A Guerra dos Mundos em 30 de outubro de 1938. Imagem intencionalmente enganosa de Hillary Clinton sobre uma foto de 1977 do reverendo Jim Jones, da igreja Templo do Povo. Notícias falsas não são uma exclusividade do século XXI. Através de toda a história há vários episódios em que rumores falsos foram espalhados tendo grandes consequências.[25] Por exemplo: O político e general romano Marco Antônio cometeu suicídio motivado por notícias falsas. Haviam falsamente dito a Marco Antonio que sua mulher, a Cleópatra também havia cometido suicídio. No século VIII a Doação de Constantino foi uma história forjada, em que supostamente Constantino havia transferido sua autoridade sobre Roma e a parte oeste do Império Romano para o Papa. Poucos anos antes da Revolução Francesa, vários panfletos eram espalhados em Paris com notícias, muitas vezes contraditórias entre si, sobre o estado de falência do governo. Eventualmente, com vazamento de informações do governo, informações reais sobre o estado financeiro do pais foram a público.[26] Benjamin Franklin escreveu notícias falsas sobre Índios assassinos que supostamente trabalhavam para o Rei George III, com o intuito de influenciar a opinião pública a favor da Revolução Americana.[26] Em 1835 o jornal The New York Sun publicou notícias falsas usando o nome de um astrônomo real e um colega inventado sobre a descoberta de vida na lua. O propósito das notícias foi aumentar as vendas do jornal. No mês seguinte o jornal admitiu que os artigos eram apenas boatos.[26] Hannah Arendt defendia que o totalitarismo massificou a desinformação.[27] Uma contribuição valiosa para a vitória de Eurico Gaspar Dutra na eleição presidencial de 1945 veio de Hugo Borghi, que distribuiu milhares de panfletos acusando o candidato Eduardo Gomes de ter dito: ''Não preciso dos votos dos marmiteiros''. O que Eduardo pronunciou na verdade, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 19 de novembro (menos de um mês antes do pleito, ocorrido em 2 de dezembro), foi: "Não necessito dos votos dessa malta de desocupados que apoia o ditador para eleger-me presidente da República".[28][29] Outros exemplos de fakes na história brasileira podem ser citados, como o Plano Cohen, as cartas falsas atribuídas a Artur Bernardes[30] e o fato de que até mesmo Tiradentes produziu falsas informações.[31] No decorrer da Guerra Fria, com o objetivo de confundir e induzir governos e órgãos de informações ocidentais ao erro, a inteligência soviética empregou estratégias conhecidas como Medidas ativas. Estas, usavam contrainformação, manipulação da mídia e desinformação.[32] Dentre as teorias conspiratórias criadas pela URSS para manipular e confundir a mídia e governos de países do ocidente, destacaram-se a operação INFEKTION,[33] que lançou sobre os EUA a culpa pela "criação" da AIDS, as acusações que presidente Kennedy foi assassinado por um complô tramado pela CIA e, que os os estadounidenses não pousaram na Lua.[32] Notícias falsas, forjadas pelos órgãos de inteligência soviéticos por meio de medidas ativas, revelaram-se tão convincentes que algumas ainda continuam recebendo crédito no século XXI.[32] Entre esses e muitos outros exemplos é possível perceber que esse é um recurso que foi amplamente usado na história, muitas vezes com o propósito de beneficiar alguém ou algum movimento social.[26] Século XXI No século XXI, o uso e impacto das notícias falsas se tornou amplo, assim como o uso do termo. Além de ser usado para criar histórias inventadas para enganar os leitores é um recurso usado para aumentar a quantidade de leitores online e assim aumentar os lucros dos sites. O termo também passou a ser usado para sites de notícias de sátira, que não tem o propósito de enganar, mas fazer comédias sobre eventos reais compartilhados na mídia tradicional.[34][35] No Brasil um bom exemplo de site de sátira é o Sensacionalista. Em fevereiro de 2017 o presidente americano Donald Trump deu uma nova evidência as fake news acusando um repórter da CNN de produzir notícias falsas e se recusando a responder sua pergunta em uma conferência de imprensa.[36] Atualmente notícias falsas ficam populares rapidamente com o auxilio de redes sociais como Facebook e Twitter muitas vezes chegando aos trend topics.[37] Essas notícias quando não patrocinadas por motivos políticos são financiadas pela "industria de cliques" que grandes plataformas de propaganda digital como o Google AdSense criaram.[38] Sites podem ganhar dinheiro baseado em cliques nas propagandas, e para aumentar suas taxas de cliques e frequentadores de suas páginas publicações são feitas com manchetes chamativas muitas vezes distorcendo o texto publicado ou com mentiras.[39] Por exemplo, não é incomum sites de fofoca inventarem a morte de alguma celebridade para atrair leitores.[40] É importante analisar como e porque notícias falsas se espalham facilmente nas redes sociais. Elas são geralmente apelativas emocionalmente, ou reforçam algum ideal politico ajudando a reforçar crenças e por isso são amplamente compartilhadas e comentadas antes mesmo que os usuários chequem as fontes das notícias.[39] Outro efeito realçado nas redes sociais é o de Câmara de eco,[41] em que pessoas se isolam de grupos com ideais diferentes evitando assim o contraponto de ideais que possam vir a revelar a falsidade de algumas notícias. Os presidentes Trump (EUA) e Bolsonaro (Brasil) são alvo de críticas em relação à divulgação ou compartilhamento de notícias falsas e/ou perigosas. Empresas como o Google e Facebook vêm sendo acusadas[42][43] como umas das responsáveis por facilitar a disseminação das notícias falsas. O Facebook com seus algoritmos de busca e o google com seu engenho de busca são hoje as principais formas de jovens terem acesso a notícias em seu dia a dia.[44] Ambas empresas se comprometeram recentemente a combater esse problema,[45][46] o Google por exemplo bloqueou alguns sites que ele julgou como de notícias falsas de suas redes de anúncios bloqueando assim a fonte de renda dos mesmos, além disso adicionou uma nova função na sua ferramenta de busca de notícias.[21] Durante a crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19, Twitter, Instagram e Facebook bloquearam publicações de Jair Bolsonaro para evitar a difusão de "desinformação passível de causar danos físicos às pessoas" e de "conteúdos que se opõem às instruções vindas de fontes oficiais e que poderiam aumentar o risco de transmissão" do vírus.[47] Há um debate sobre a legitimidade das redes sociais para decidir quais são as notícias verdadeiras. Como elas controlam o acesso a informação de grande parte da população elas poderiam obter um poder de censura e de julgar o que é verdade e o que não é. A academia também já tenta procurar soluções de classificadores baseados em aprendizagem de máquina que possam identificar notícias verdadeiras e falsas. Há várias pesquisas nesse sentido, e na tentativa de fomenta-las em 2017 foi criado fake news challenge, uma competição em busca dos melhores classificadores automáticos de notícias. Grandes empresas de tecnologia têm combatido o que consideram notícias falsas; por exemplo, a Google está gastando US$25 milhões para combater notícias falsas em sua plataforma YouTube. O investimento pretende combater principalmente coberturas urgentes e de última hora.[48] Em 30 de julho de 2018, um serviço de checagem de notícias, denominado Fato ou Fake, foi criado no Brasil pela cooperação de Rede Globo, GloboNews, G1, O Globo, Extra, Época, Valor e CBN, com a intenção de combater a propagação de notícias falsas que não estejam presentes em suas representadas.[49][50] Impactos Cartaz sobre fake news. A disseminação de notícias falsas é facilitada pelo acesso em larga escala a mídias sociais, e seus impactos podem ser igualmente vastos. Mesmo nos casos em que a informação falsa é veiculada por erro involuntário ou com o simples intuito de provocar o humor, elas despertam no receptor uma reação baseada em falsidades, e que por isso mesmo é equivocada. Muitas vezes são divulgadas intencionalmente, com o objetivo de distorcer a realidade e criar uma realidade artificial, buscando induzir o receptor a assumir um determinado ponto de vista que contradiz os fatos.[51][52][53] Nas palavras de Rafael Zanatta, pesquisador da Universidade de São Paulo, "quem as cria promove a mentira e manipula os cidadãos em torno de interesses particulares e desonestos".[54] Numa escala ampla, a proliferação de notícias falsas tende a criar no público uma grande incerteza e desconfiança sobre o conhecimento em geral, passando a duvidar indiscriminadamente de todas as fontes de informação, não sabendo mais identificar a verdade e nem onde buscá-la.[55][54][56] Campanhas deliberadas de notícias falsas são um ataque direto ao direito à informação, e podem desacreditar a grande imprensa, os professores e os produtores acadêmicos de conhecimento legítimo, como os cientistas, historiadores e sociólogos. Podem arruinar reputações sólidas e criar falsos ídolos, podem causar danos a instituições, prejudicar a democracia e a cidadania, fortalecer preconceitos, fomentar teorias de conspiração, e influenciar artificialmente processos políticos, culturais, econômicos e sociais.[52][57][58][54] As notícias falsas repetidas constantemente podem adquirir um aspecto de verdade diante do público, e seus efeitos podem ser persistentes. Estudos científicos mostram que mesmo depois de confrontadas com a verdade, muitas pessoas influenciadas por notícias falsas continuam mantendo opiniões errôneas.[59] O efeito é ampliado porque a psique humana tem a tendência de buscar a confirmação daquilo em que acredita e desqualificar aquilo que se choca contra suas convicções,[53][56] e está sujeita ao "comportamento de manada", ou seja, o deixar-se levar em massa por um influenciador poderoso, sem que as ações passem pelo crivo da crítica e da lógica. Na explicação de Fabrício Benevenuto, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, "se muitas pessoas compartilham uma ideia, outras tendem a segui-la. É semelhante à escolha de um restaurante quando você não tem informação. Você vê que um está vazio e que outro tem três casais. Escolhe qual? O que tem gente. Você escolhe porque acredita que, se outros já escolheram, deve ter algum fundamento nisso".[60] Um estudo desenvolvido por pesquisadores do MIT, analisando mais de 120 mil sequências de notícias no Twitter entre 2006 e 2017, concluiu que notícias falsas se espalham mais depressa, vão mais longe, atingem mais pessoas e tem uma probabilidade muito maior de serem redistribuídas do que as verdadeiras.[51] As notícias falsas são um componente importante no conceito de pós-verdade, que caracteriza um contexto onde os fatos objetivos têm um menor poder de moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais, e onde qualquer coisa pode se tornar "verdade", conforme os interesses dos indivíduos ou grupos que controlam a informação.[53] Na reflexão do filósofo Janine Ribeiro, "essa tendência traz um elemento triste. Não é apenas falar uma mentira. Ao dizer 'pós', é como se a verdade tivesse acabado e não importa mais. Essa é a diferença entre pós-verdade e todas as formas de manipulação das informações que tivemos antes". Para o professor da USP Eugenio Bucci, referindo-se à esfera da política, "a ideia contida aí é relativamente simples: a política teria rompido definitivamente com a verdade factual e passa a se valer de outros recursos para amalgamar os seguidores de suas correntes. É como se a política tivesse sucumbido ao discurso do tipo religioso e se conformado com isso."[61] É um exemplo do vasto impacto potencial das notícias falsas a negação da realidade do aquecimento global, levando à adoção de planos econômicos que privilegiam o uso de combustíveis fósseis, contradizendo o consenso científico que aponta esses combustíveis como a principal causa do aquecimento.[53] Também influenciaram o resultado das eleições norte-americanas de 2016[62][63] das eleições brasileiras de 2018,[64][65] e o resultado do plebiscito que decidiu a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit),[66][67] apenas para citar alguns exemplos recentes de grandes repercussões.

Manipulação Da Mídia

Manipulação da mídia A manipulação da mídia ou manipulação da informação veiculada pela mídia refere-se ao uso de táticas ou técnicas de apresentação da informação transmitida pelos meios de comunicação, de modo a favorecer interesses de determinada parte. Origem Embora os jornalistas sejam os gestores diretos do material informativo, nem sempre se pode atribuir a eles a origem ou a responsabilidade nos casos de manipulação dos meios de comunicação de massa. Frequentemente, o fluxo de informação tem como origem organizações complexas (órgãos de governo, empresas privadas, instituições científicas) dotadas de uma competência específica e, portanto, não passíveis de verificação imediata.[1] Geralmente essas organizações são dotadas de spin doctors, autorizados a relacionar-se diretamente com a imprensa. Embora também possam estar sujeitas a obrigações de independência ou de imparcialidade (como é o caso dos órgãos da administração pública), as atividades de divulgação de informações dessas organizações não são submetidas ao código deontológico do jornalista; portanto, algumas vezes, a manipulação da informação tem origem fora dos órgâos de imprensa. Padrões de manipulação Segundo Perseu Abramo, é possível distinguir e observar pelo menos quatro padrões de manipulação da informação presentes na imprensa brasileira, em geral, e mais um, específico do telejornalismo: [2] 1. Padrão de ocultação 2. Padrão de fragmentação 3. Padrão da inversão 1. Inversão da relevância dos aspectos. 2. Inversão da forma pelo conteúdo. 3. Inversão da versão pelo fato. 4. Inversão da opinião pela informação. 5. Padrão da indução. 6. Padrão global ou o padrão específico do jornalismo de televisão e rádio. Táticas As táticas de manipulação da informação veiculada pela mídia incluem desde o uso de falácias lógicas e outros artifícios retóricos, passando por técnicas de propaganda e de manipulação psicológica, até a pura e simples fraude. Frequentemente envolvem a omissão de dados e a exclusão de opiniões divergentes, com a finalidade levar determinados argumentos ao descrédito; outras vezes, procura-se desviar a atenção do público mediante um excesso de oferta de informações sobre diversos assuntos. Vários métodos de manipulação dos meios de comunicação de massa baseiam-se na distração, assumindo-se o pressuposto de que o público tem um limiar de atenção restrito. Um exemplo disso é a manipulação de gráficos de barras, frequentemente utilizados pela televisão. Nesse caso, podem ser usadas barras de tamanho não correspondente aos números (que são verdadeiros), na esperança de que o telespectador (um "Homer Simpson", nas palavras de William Bonner[3]) não perceba a falcatrua. A veiculação de propaganda não comercial também é uma tática utilizada por grupos de interesse, partidos políticos, governos e movimentos religiosos, para difundir uma causa ou ideias e influenciar a opinião pública.[4][5] Grandes empresas, assim como os governos, podem controlar a informação veiculada pela mídia de um país. Em alguns países, grandes corporações multinacionais são proprietárias de estações de rádio e televisão.[6] Ainda que aumente o número de publicações nos diferentes canais de distribuição (jornais, revistas, rádio, televisão e, especialmente, Internet), verifica-se, paralelamente, uma crescente Concentração de propriedade da mídia, sobretudo graças às fusões de empresas, tanto aquelas ligadas à mídia convencional, como as que operam os principais serviços da Internet.[7][8] Referências 1. (em italiano) Alcune ragioni per sopprimere la libertà di stampa. Laterza, 1995, pp. 26-31. 2. ABRAMO, Perseu. Padrões de manipulação na grande imprensa. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2016 ISBN: 978-85-5708-008-9 (disponível para download) 3. «Leia nota de Bonner sobre caso Homer». Folha de S. Paulo. 6 de dezembro de 2005. Consultado em 28 de maio de 2018 4. (em inglês) «Non-commercial Advertising». Business Dictionary. 2015 5. (em italiano) Marco Benadusi, Il falso nell’epoca della sua riproducibilità tecnica. Mondoperaio nº 4, 2017, p. 8. 6. (em inglês) Monopoly Media Manipulation. Michael Parenti Political Archive. Maio de 2001. 7. Efeitos da globalização e da sociedade em rede via Internet na formação de identidades contemporâneas. Por Marcelo D. Prates da Silveira. Psicologia: ciência e profissão, vol. 24, nº 4. Brasília dezembro de 2004. ISSN 1414-9893 8. Media Conglomerates, Mergers, Concentration of Ownership. Por Anup Shah. Global Issues, 2 de janeiro de 2009.

LAVAGEM CEREBRAL

EQUILÍBRIO Cuidar da mente para uma vida mais harmônica EQUILÍBRIO Podemos sofrer lavagem cerebral? Se sim, estamos em risco? Quem nunca ouviu alguém dizer que fulano mudou tão radicalmente sua forma de pensar, ver o mundo, que parece ter sofrido uma lavagem cerebral? Embora pareça que o cérebro foi lavado com água e sabão e todas as convicções do sujeito escoaram pelo ralo, essa expressão não deve ser entendida de maneira literal. Lavagem cerebral, reforma do pensamento, ou ainda reeducação forçada são, na verdade, sinônimos para manipulação, persuasão, coerção. No passado, durante guerras, acreditava-se que com torturas físicas e psicológicas se era capaz de mudar crenças, atitudes e comportamentos de prisioneiros, fazendo-os confessar crimes, sentirem-se culpados e torná-los descrentes de seus ideais.... . Hoje, o entendimento é de que estando extremamente vulneráveis e em perigo mortal, podemos agir completamente diferente do nosso normal. Mas não há consenso de que a lavagem cerebral funcione, deixando-a mais para a ficção, como no filme "Laranja Mecânica", no qual o líder de um grupo violento é submetido ao método para se tornar pacífico.... Agora, pessoas podem, sim, ser influenciadas por outras sorrateiramente, sem que percebam. Todos estão sujeitos a isso, sobretudo os mais fragilizados, com problemas, que não se sentem parte de uma comunidade, ou que preferem achar culpados a ter de se esforçar e arriscar soluções. O processo para esse tipo de lavagem ocorrer é gradual, com muito consumo de uma mesma informação, teorias e interação com pessoas que pensem igual, levando a uma radicalização. Como o cérebro é "lavado" Nossas mentes, instintivamente, buscam por padrões em tudo, o tempo todo, e quando isso dá certo é difícil de ignorar. Sabe quando se enxerga o formato de um rosto numa fruta ou numa rocha, por exemplo? ... É exatamente isso. Para sobreviver, nossos ancestrais precisavam associar sons na mata com a possível presença de um predador, cheiros e tons estranhos com algo que pudesse fazer mal à saúde e por aí vai. Sem esse mecanismo, estaríamos enrascados. O lado ruim é que ele pode ser manipulado. Assim, ao se deparar com alguém que tenha um jeito, uma forma de pensar diferente, desagradável, pode-se achar que isso represente uma ameaça e requer ser combatido. "Ainda mais quando se deseja pertencer a uma seita, um partido, uma ideologia. E pessoas que se unem movidas por reações emocionais correm risco de parar de refletir, de se questionar, é o famoso Maria vai com as outras", aponta Liliana Seger, doutora em psicologia pelo IPUSP (Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo). Nessas condições, é muito fácil se considerar um revolucionário, um ser especial, com poder para mudar tudo, além de ter fortes empolgação e convicção. A mudança no comportamento ocorre porque a pessoa aceita e passa a agir de acordo com os estímulos recebidos, como se não tivesse mais atitudes próprias, como se os pensamentos não fossem mais dela. Isso pode começar a vir por meio de mensagens subliminares e extensivas de gente influente. Negacionistas sofrem essa "lavagem"? Quando, de maneira generalizada, a sociedade perde a confiança em crenças, instituições científicas, governos, veículos de comunicação, independentemente dos motivos que possam estar por trás, grupos extremistas e conspiracionistas ganham força e persuadem com mais facilidade. O objetivo deles é muito simples: dividir as coisas e pessoas em lados opostos por meio de narrativas simples e acessíveis, acompanhadas de uma explosão de informações. "Pela repetição, gera-se condicionamento, pensamento fixo, convicção de que tal coisa agora seja melhor do que antes, ou vice-versa. São utilizados métodos agressivos, propagandas, e o sujeito se deixa levar por marketing, movimentos políticos, religiosos. Renuncia referências, mas não por desejar, por incapacidade de lidar com situações", diz Myriam Albers, psicóloga especializada pela Uniad (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas) e da Clínica Maia (SP). E aí também entram as redes sociais, que reforçam a "lavagem", opinam as especialistas. Liliana Seger, do IPUSP, explica que palavras relacionadas a emoções e princípios individuais atraem muito mais nossa atenção do que as neutras, e quanto mais se procura, consome conteúdos fáceis de se indignar, sobretudo envolvendo boatos, opiniões partidarizadas, provocações, por conta dos algoritmos, mais redirecionados somos e presos a isso ficamos. Escapar exige empenho e ajuda Para não ser a próxima vítima de uma grande pressão externa que quer lhe reeducar para mudar seu senso de identidade interior, a primeira recomendação é se informar, sobre diferentes assuntos, mas com fontes confiáveis, e acompanhar também o que se passa ao redor do mundo. Como o cérebro gosta de padrões, respostas e histórias prontas, é necessário tirá-lo da zona de conforto e isso exige pensamento crítico, cético, curiosidade e investigação. Agora, se o cérebro foi "reprogramado" e o comportamento evoluiu para uma compulsão, por compras, pessoas, grupos, será necessário "desprogramá-lo". "Serão necessárias estratégias de psicologia/psiquiatria, usadas como quando se trabalha um vício, para modular a mente e fazer o dependente perceber que, embora haja prazer, aquilo é prejudicial, e fazê-lo mudar", informa Júlio Pereira, médico pela UFBA (Universidade Federal da Bahia) e neurocirurgião. Obsessões levam indivíduos transformados em marionetes a temerem ser abandonados por quem é igual ou está com eles. Por isso, quando se trata de amigos, familiares, não entre em embate, isso só piora o problema. Faça com que se sintam parte do seu grupo, para "resgatá-los", ajudá-los a compreender os fatores que os fizeram a se juntar a grupos específicos, ou ter ideias tão avessas. Só assim será possível reconstruir suas vidas e fazer as devidas reparações. Marcelo Testoni A lavagem cerebral, lavagem de cérebro, reforma de pensamento ou reeducação é qualquer esforço constituído visando a mudar certas atitudes e crenças de uma pessoa — crenças estas consideradas indesejáveis ou em conflito com as crenças e conhecimentos das outras pessoas — utilizando-se, para tal, de métodos agressivos, como cansaço, substâncias químicas e persuasão, aplicados sobre pessoas que estão privadas da livre determinação de sua vontade (como prisioneiros de guerra,[1] por exemplo). Por meio da lavagem cerebral, indivíduos passam a ter opiniões que não teriam se estivessem em condições de plena liberdade.[2][3] Motivos para a lavagem cerebral podem incluir o objetivo de afetar o pensamento e comportamento do indivíduo que o sistema de valores padrão considera indesejável. A lavagem cerebral é, atualmente, um elemento forte na cultura popular globalizada e, muitas vezes, é retratada como uma teoria conspiratória. Em 1987, a Câmara de Responsabilidade Social e Ética para a Psicologia (BSERP) da American Psychological Association (APA), provisoriamente, recusou o reconhecimento da lavagem cerebral, pela carência de informações científicas sólidas a seu favor, embora o debate continue em curso.[3] Terminologia As palavras "reeducar" e "reeducação" já existiam com vários sentidos desde 1808, mas foi na década de 1940 que passaram a expressar especificamente conotações políticas. A expressão "lavagem cerebral" foi utilizada pela primeira vez no idioma português na década de 1950. Formas anteriores de coação por persuasão ocorreram, por exemplo, durante a caça às bruxas e no decurso de dos julgamentos contra os "inimigos do Estado" na União Soviética, mas a expressão propriamente dita surgiu nas primeiras décadas da República Popular da China, sendo usada para uso interno na luta contra os "inimigos do povo" e invasores estrangeiros. O termo em chinês 洗脑 (xǐ não, literalmente "lavagem cerebral"), inicialmente, referia-se aos métodos coercivos de persuasão utilizados na 改造 (gǎi Zao, "reconstrução", "mudança", "alterar") dos padrões de pensamento feudal de cidadãos chineses. Já existia um termo semelhante no taoismo: "limpeza/lavagem do coração" (洗心, xǐ xin), que era utilizado porque os chineses acreditavam precisar estar "limpos" espiritualmente antes de realizar certas cerimónias ou entrar em determinados lugares santos, sendo que, em chinês, a palavra "心" (xin) também refere-se a alma ou espírito, contrastando com cérebro. O termo entrou em uso geral nos Estados Unidos e no mundo na década de 1950 durante a Guerra da Coreia (1950-1953) para descrever os métodos aplicados pelos comunistas chineses que resultaram em permanentes mudanças comportamentais em prisioneiros.[4] A expressão "lavagem cerebral" entrou em uso nos Estados Unidos para explicar por que, ao contrário das guerras anteriores, uma porcentagem relativamente elevada de soldados norte-americanos havia ido para o lado inimigo depois de ficar prisioneiros de guerra na Coreia. Posteriores análises determinaram que algumas das principais metodologias empregadas sobre eles durante a sua prisão incluía privação do sono e outras métodos de tortura psicológica destinadas a minar a autonomia dos indivíduos. Após a Guerra da Coreia, a expressão "lavagem cerebral" veio a aplicar-se a outros métodos de persuasão coercitiva e até mesmo para o uso eficaz das propagandas ordinárias e doutrinação. Lavagem cerebral nas massas O conceito de "lavagem cerebral" é, por vezes, aplicado em algumas sociedades onde o Estado mantém um controle sobre os meios de comunicação em massa e o sistema de ensino, e usa este controle para difundir uma propaganda particularmente intensa, que poderia "lavar o cérebro" de grandes camadas da população. Esta propaganda estatal visaria a influenciar o sistema de valores dos cidadãos e sua conduta, por meio de um discurso persuasivo buscando a adesão a seus interesses. A sua abordagem usa informação distribuída maciçamente com a intenção de apoiar uma determinada opinião política ou ideológica. Embora a mensagem possa ser verdadeira, ou incompleta, e não partidária, como uma desinformação, ela não apresenta uma imagem neutra e equilibrada da opinião em questão, que é sempre referida como assimétrica, subjetiva e emocional. A sua principal utilização é no contexto político, geralmente patrocinada por governos ou partidos para convencer as massas; secundariamente, refere-se a ela como a publicidade de empresas privadas.

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

O Que Fazer Quando Deus é Rejeitado pelo seu Povo?

Ele respondeu: Estou devorado de zelo pelo Senhor, o Deus dos exércitos. Porque os israelitas abandonaram a vossa aliança, derrubaram os vossos altares e passaram os vossos profetas ao fio da espada. Só eu fiquei, e querem tirar-me a vida. 1 Reis 19:10 – A imagem que ele desenha aqui do Israel apóstata é muito comovente: 1. Eles abandonaram a tua aliança – agora se apegaram e adoraram outros deuses. 2. Derrubado teus altares – Tentou, tanto quanto possível, abolir tua adoração e destruir sua lembrança da terra. 3. E matou teus profetas – para que não haja quem reprove sua iniquidade ou ensine a verdade; para que a restauração da verdadeira adoração seja impossível. 4. Só me resta – Eles conseguiram destruir todo o resto dos profetas, e estão determinados a não descansar até que me matem. O Senhor desse-lhe: Sai e conserva-te em cima do monte na presença do Senhor: ele vai passar. Nesse momento passou diante do Senhor um vento impetuoso e violento, que fendia as montanhas e quebrava os rochedos; mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento, a terra tremeu; mas o Senhor não estava no tremor de terra. 1 Reis 19:11 1 Reis 19:11 . Vá em frente e fique no monte diante do Senhor – Elias veio aqui para se encontrar com Deus, e Deus graciosamente condescendeu em dar-lhe a reunião. E a maneira como ele se manifesta parece evidentemente se referir às descobertas que Deus anteriormente fez de si mesmo neste lugar a Moisés. Houve uma tempestade, um terremoto e um incêndio ( Hebreus 12:18 ), mas quando Deus mostrou a Moisés sua glória, ele proclamou seu nome diante dele: O Senhor Deus, misericordioso e gracioso, etc. Então aqui: Elias ouviu um vento forte e viu os terríveis efeitos disso; pois rasgou as montanhas e rasgou as pedras; sentiu o choque de um terremoto e viu uma erupção de fogo. Esses efeitos, sem dúvida, foram todos produzidos pelo ministério dos anjos, os precursores da divina Majestade, e deveriam inaugurar a manifestação pretendida da glória de Jeová. Por estes, Elias estava preparado para receber esta descoberta de Deus com a maior humildade, reverência e temor de Deus: e por esses Deus significava seu poder onipotente e irresistível, para partir os corações mais duros dos israelitas e abater toda a oposição que era. ou deve ser feito contra seu profeta no exercício de seu cargo. O Senhor não estava no vento, etc. – O Senhor não garantiu sua presença especial e graciosa a Elias naquele vento, terremoto ou fogo, o que possivelmente deveria ensiná-lo a não se perguntar se Deus não acompanhou sua terrível administração no monte Carmelo com a presença de sua graça, transformar o coração dos israelitas para si mesmo, como ele desejava; mas que, por razões sábias, Deus achou conveniente negar. Nisto também foi sugerido que “julgamentos milagrosos e demonstrações aterradoras do poder e indignação do Senhor, embora adequados para a destruição ou intimidação de seus inimigos, ou para despertar a atenção, eram apenas preparativos para esse bem real destinado a Israel;” que deve ser efetuado pelas instruções convincentes e persuasivas de sua palavra, acompanhadas pelas influências de seu Espírito. Passado o tremor de terra, acendeu-se um fogo; mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo ouviu-se o murmúrio de uma brisa ligeira. 1 Reis 19:12 Comentário de Albert Barnes Uma voz baixa e calma – literalmente, “um som de quietude suave”. O ensino é uma condenação do “zelo” em que Elias se gloriara, um zelo se exibindo em vinganças ferozes e terríveis, e uma exaltação e recomendação desse temperamento brando e gentil, que “suporta todas as coisas, crê em todas as coisas, espera tudo tudo suporta todas as coisas. ” Mas era tão contrário a todo o caráter do severo, severo e impiedoso Tishbite, que não poderia encontrar uma entrada pronta em seu coração. Por um tempo, moderou seu excessivo zelo e o inclinou a seguir caminhos mais gentis; mas, mais tarde em sua vida, a antiga dureza se repetiu em um ato em referência ao qual nosso próprio Senhor fez o conhecido contraste entre os espíritos das duas Dispensações Lucas 9: 51-56 . Comentário de Joseph Benson 1 Reis 19:12 . Depois do fogo, uma voz baixa e calma – Para íntimo, que Deus faria sua obra em e para Israel em seu próprio tempo, não por força ou poder, mas por seu próprio Espírito ( Zacarias 4: 6 ), que se move com um poderoso , mas ainda com um portão doce e gentil. “Elias talvez tivesse esperado levar tudo à sua frente, com mão erguida e com milagres e julgamentos contínuos: ou ele supôs que a reforma desejada seria realizada pela sanção da autoridade civil ou pelo apoio do povo em geral ; considerando que, chamando sua atenção pela fome e sua remoção graciosa, em resposta a suas orações, pedindo e obtendo fogo do céu para consumir o sacrifício e pela execução dos sacerdotes de Baal, ele deveria ter começado a instruí-los com mansidão e mansidão, publicamente e de casa em casa, e ter animado outros a ajudá-lo; e então o Senhor teria abençoado aquela voz mansa e delicada para os propósitos mais importantes, não obstante a fúria perseguidora de Acabe e Jezabel, e a apostolado geral do povo. Assim, milagres nas primeiras eras do cristianismo chamaram a atenção dos homens para a pregação do evangelho; que, como uma pequena voz calma, era o poder de Deus para a salvação de milhares e milhões. ” Scott. Pois a fé vem ouvindo a palavra de Deus, e milagres apenas abrem caminho para ela. Comentário de John Wesley E depois do terremoto, um incêndio; mas o Senhor não estava no fogo; e depois do fogo uma voz mansa e suave. Uma voz calma – Para dizer que Deus faria sua obra em e para Israel em seu próprio tempo, não por força ou poder, mas por seu próprio espírito, Zacarias 4: 6 , que se move com poder, mas com um doce e vendaval suave. Tendo Elias ouvido isso, cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da caverna. Uma voz disse-lhe: Que fazes aqui, Elias? 1 Reis 19:13 Comentário de Albert Barnes Manto – A roupa superior, uma espécie de capa ou capa curta – talvez feita de pele de carneiro não curtida, que era, além da tira de couro em volta de seus lombos, a única vestimenta do profeta (compare Mateus 3: 4 ). Para a ação, compare as referências marginais. Ouviu uma voz para ele … – A pergunta ouvida antes em visão agora é novamente colocada ao profeta pelo próprio Senhor. Elias não dá uma resposta mais humilde e gentil. Ele ainda está satisfeito com sua própria declaração de seu caso. Comentário de Joseph Benson 1 Reis 19:13 . Quando Elias ouviu, ele enrolou o rosto no manto – Medo da presença de Deus, sentindo que ele não era digno nem capaz de suportar a vista de Deus com o rosto aberto. E saiu e se levantou, & c. – Que Deus havia ordenado que ele fizesse; e quando ele estava indo em direção à boca da caverna, ficou horrorizado e parou em seu curso pelo vento terrível, pelo terremoto e pelo fogo; quando estes passaram, ele prossegue e segue para o mês da caverna. Moisés foi colocado na caverna quando a glória de Deus passou diante dele, mas Elias foi chamado a sair dela; mas nem Moisés nem Elias viram qualquer tipo de semelhança. E eis que uma voz – O que fazes aqui, Elias? – O que Deus falou antes por um anjo, ele agora fala com ele imediatamente. Ele respondeu: Consumo-me de zelo pelo Senhor, Deus dos exércitos. Porque os israelitas abandonaram a vossa aliança, derrubaram os vossos altares e passaram os vossos profetas ao fio da espada. Só eu fiquei, e agora querem tirar-me a vida. 1 Reis 19:14 O Senhor disse-lhe: Retoma o caminho do deserto, na direção de Damasco. Ali chegando, ungirás Hazael como rei da Síria, 1 Reis 19:15 Comentário de Albert Barnes A resposta não é uma justificação dos caminhos de Deus, nem uma reprovação direta da fraqueza e desânimo do profeta, nem uma explicação ou aplicação do que Elias tinha visto. No momento, ele é simplesmente direcionado de volta ao caminho do dever prático. Sua missão ainda não acabou, ainda há trabalho para ele fazer. Ele recebe injunções especiais em relação a Hazael, Jeú e Eliseu; e ele é consolado com uma revelação bem adaptada para despertá-lo de seu desânimo: há sete mil que simpatizam com ele em suas provações e que precisam de seu cuidado e atenção. O deserto de Damasco – Provavelmente o distrito ao norte do país do profeta, entre Basã e o próprio Damasco, e que mais tarde foi conhecido como Ituréia e Gaulanite. Aqui, o profeta pode estar seguro de Jezabel, enquanto ele pode se comunicar rapidamente com Israel e Damasco, e executar as comissões que lhe foram confiadas. Quando você vier, ungir – Antes, “e você irá ungir”, Elias realizou apenas uma das três comissões que lhe foram dadas. Ele parece ter ficado livre para escolher o horário para executar suas comissões, e parece que ele achava que a ocasião apropriada não havia surgido nem pela primeira nem pela segunda antes de sua própria tradução. Mas ele teve o cuidado de comunicar os mandamentos divinos ao seu sucessor, que os executou no momento oportuno (referências marginais). Comentário de Joseph Benson 1 Reis 19: 15-16 . Vá, volte no seu caminho – O caminho pelo qual você veio; pois o caminho de Horebe a Damasco era, em parte, o mesmo com o qual ele havia chegado. Ungir Hazael para ser rei sobre a Síria – Parece que a palavra unção deve ser tomada aqui figurativamente para nomear ou declarar, o que foi feito por Eliseu, 2 Reis 8:12 ; pois a palavra é freqüentemente usada para aqueles que nunca foram ungidos com óleo: Elias, no entanto, pode ungir ele, embora não seja relacionado; ou, como alguns pensam, quando ele entendeu quais flagelos ele e Jeú seriam para Israel e que destruição eles trariam sobre eles, ele talvez implorou sinceramente a Deus e obteve seu pedido para que a execução do comando fosse adiada para outra pessoa. Tempo. E Jeú, filho de Ninsi – isto é, seu neto; porque ele era filho de Josafá, 2 Reis 9: 2 . E Eliseu ungirás – a quem ele constituiu profeta lançando sobre ele seu manto. Isto foi planejado como uma previsão de que, por essas pessoas, Deus puniria os israelitas degenerados, defenderia sua própria causa entre eles e vingaria a disputa de sua aliança. A RESPOSTA DIVINA AO PROFETA ELIAS Mas reservarei em Israel sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal, e cujos lábios não o beijaram. 1 Reis 19:18

O Fogo de Deus Foi a Resposta

Então, subitamente, o fogo do Senhor baixou do céu e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, a poeira e até mesmo a água da valeta. 1 Reis 18:38 Comentário de Albert Barnes O fogo do Senhor caiu – Não pode ter sido um relâmpago. Foi totalmente, tanto em sua natureza quanto em sua oportunidade, milagroso. Compare as referências marginais para a conduta do povo. Comentário de Joseph Benson 1 Reis 18:38 . O fogo do Senhor caiu – E não apenas, como em outros momentos (veja a margem), consumiu o sacrifício e a madeira, como sinal da aceitação de Deus da oferta, mas lambeu toda a água que estava na vala, exalando e extraindo-o como vapor, descendo (com outra água, a ser levantada do mar adjacente) na chuva pretendida, que seria o fruto desse sacrifício e oração, mais do que o produto de causas naturais. E isso não foi tudo. Para completar o milagre, o fogo consumiu as pedras do altar, e o próprio pó, para mostrar que não era fogo comum, e talvez para mostrar que, embora Deus aceitasse esse sacrifício ocasional deste altar, ainda assim, no futuro, eles deveriam demolir todos os altares em seus lugares altos, e por seus sacrifícios constantes fazer uso disso apenas em Jerusalém. O altar de Moisés e Salomão foram consagrados pelo fogo do céu; mas isso foi destruído, porque não era mais usado. Podemos bem imaginar que terror esse fogo atingiu Ahab culpado, e todos os adoradores de Baal, e como eles fugiram dele o mais longe e o mais rápido que puderam, dizendo, em seus corações, para que não nos consuma também, Números 16:34 . – O processo desse consumo é muito notável e calculado para remover a possibilidade de suspeita de que houvesse fogo oculto. 1. O fogo desceu do céu. 2. Os pedaços do sacrifício foram consumidos primeiro. 3. A madeira a seguir, para mostrar que não foi nem por meio da madeira que a carne foi queimada. 4. As doze pedras também foram consumidas, para mostrar que não era fogo comum, mas uma cuja agência nada podia resistir. 5. O pó, cuja terra foi construída o altar, foi queimado. 6. A água que estava na trincheira foi, pela ação desse fogo, totalmente evaporada. 7. A ação desse fogo era sempre descendente, contrária à natureza de todo fogo terreno e material. Nada pode ser mais simples e sem arte do que essa descrição, mas quão surpreendentemente completa e satisfatória é toda a conta! Então o fogo do SENHOR caiu e consumiu o holocausto, a madeira, as pedras e o pó, e lambeu a água que estava na vala. E quando todo o povo viu, caiu de cara no chão; e disseram: O SENHOR, ele é o Deus; o Senhor, ele é o Deus. Eles caíram – em reconhecimento ao Deus verdadeiro. Ele é Deus – Ele sozinho; e Baal é um ídolo sem sentido. E eles dobram as palavras, para notar sua satisfação e segurança abundantes da verdade de sua afirmação.

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Mulher Anônima, Mas Super Sábia


Então ela disse: — Antigamente se costumava dizer: “Peçam conselho na cidade de Abel”; e assim as questões eram resolvidas.
2Samuel 20:18 NAA


Comentário de John Wesley

Então ela falou, dizendo: Eles costumavam falar nos velhos tempos, dizendo: Certamente pedirão conselho a Abel; e assim acabaram com o assunto.

Peça conselho – Esta cidade que você está prestes a destruir, não é má e desprezível, mas tão honrosa e considerável por sua sabedoria, que quando surgiram diferenças entre qualquer um dos vizinhos, eles usaram proverbialmente para dizer: Vamos pedir a opinião e conselhos como os homens de Abel sobre isso, e permaneceremos à sua arbitragem; e assim todas as partes ficaram satisfeitas e as disputas terminaram.

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Obedecer Às Autoridades e Instituições?




Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus.
Romanos 13:1

Comentário de Albert Barnes

Deixe toda alma – Toda pessoa. Nos sete primeiros versículos deste capítulo, o apóstolo discute o assunto do dever que os cristãos devem ao governo civil; um assunto que é extremamente importante e ao mesmo tempo extremamente difícil. Não há dúvida de que ele tinha expressado referência à situação especial dos cristãos em Roma; mas o assunto era de tanta importância que ele lhe dá uma orientação “geral” e declara os grandes princípios sobre os quais todos os cristãos devem agir. As circunstâncias que tornaram essa discussão apropriada e importante foram as seguintes:

(1) A religião cristã foi projetada para se estender por todo o mundo. No entanto, contemplava a criação de um reino entre outros reinos, um império entre outros impérios. Os cristãos professavam suprema lealdade ao Senhor Jesus Cristo; ele era seu legislador, seu soberano, seu juiz. Tornou-se, portanto, uma questão de grande importância e dificuldade, “que tipo” de lealdade eles deviam prestar aos magistrados terrenos.

(2) os reinos do mundo eram então reinos “pagãos”. As leis foram feitas por pagãos e foram adaptadas à prevalência do paganismo. Esses reinos foram geralmente fundados em conquistas, sangue e opressão. Muitos dos monarcas eram guerreiros manchados de sangue; eram homens sem princípios; e foram poluídos em seu caráter privado e opressivo em seu caráter público. Se os cristãos deveriam reconhecer as leis de tais reinos e desses homens, era uma questão séria e que não podia deixar de ocorrer muito cedo. Isso também ocorreria muito em breve, em circunstâncias que seriam muito afetantes e difíceis. Logo as mãos desses magistrados seriam levantadas contra os cristãos nas cenas inflamadas da perseguição; e o dever e a extensão da submissão a eles tornaram-se uma questão de investigação muito séria.



Romanos 13.2 Por isso, quem se opõe à autoridade resiste à ordem de Deus; e os que lhe resistem trarão a si mesmos condenação.

Comentário Barnes


Mas de Deus – com a permissão ou compromisso de Deus; pelos arranjos de sua providência, pelos quais os que estavam no cargo obtiveram seu poder. Deus freqüentemente afirma e afirma que “Ele” cria um e derruba outro; Salmo 75: 7 ; Daniel 2:21 ; Daniel 4:17 , Daniel 4:25 , Daniel 4: 34-35 .

Os poderes que são – Ou seja, todas as magistraturas civis que existem; aqueles que têm o “domínio” sobre as nações, por qualquer meio que possam ter obtido. Isso é igualmente verdadeiro em todos os momentos, que os poderes que existem, existem pela permissão e providência de Deus.

São ordenados por Deus – Esta palavra “ordenado” denota o “ordenamento” ou “arranjo” que subsiste em uma companhia ou exército “militar”. Deus os coloca “em ordem”, atribui-lhes sua localização, muda e os dirige como bem entender. Isso não significa que ele “origina” ou causa as más disposições dos governantes, mas que “dirige” e “controla” a nomeação. Por isso, não devemos inferir:

(1) Que ele aprova a conduta deles; nem,

(2) que o que eles fazem é sempre certo; nem,

(3) Que é nosso dever “sempre” nos submeter a eles.

Seus requisitos “podem ser” opostos à Lei de Deus, e então  opostos à Lei de Deus, e então devemos obedecer a Deus, e não ao homem; Atos 4:19 ; Atos 5:29 . Mas significa que o poder lhes é confiado por Deus; e que ele tem autoridade para removê-los quando bem entender. Se eles abusam de seu poder, no entanto, eles fazem isso por sua conta e risco; e “quando” abusado, a obrigação de obedecê-los cessa. Que este é o caso, é aparente mais longe da natureza da “questão” que provavelmente surgiria entre os primeiros cristãos. “Não podia ser” e “nunca foi” uma pergunta, se eles deveriam obedecer a um magistrado quando ele ordenou algo que era claramente contrário à Lei de Deus. Mas a questão era se eles deveriam ou não obedecer a um magistrado pagão. Esta pergunta o apóstolo responde afirmativamente, porque “Deus” tornou o governo necessário e porque foi arranjado e ordenado por sua providência. Provavelmente também o apóstolo tinha outro objetivo em vista. Na época em que ele escreveu essa epístola, o Império Romano estava agitado com dissensões civis. Um imperador seguiu outro em rápida sucessão. O trono era frequentemente tomado, não por direito, mas por crime. Diferentes demandantes se levantariam e suas reivindicações provocariam controvérsia. O objetivo do apóstolo era impedir os cristãos de entrar nessas disputas e de participar ativamente de uma controvérsia política. Além disso, o trono havia sido “usurpado” pelos imperadores reinantes, e havia uma disposição predominante de se rebelar contra um governo tirânico. Cláudio foi morto por veneno; Calígula de maneira violenta; Nero era um tirano; e em meio a essas agitações, crimes e revoluções, o apóstolo desejava proteger os cristãos de participarem ativamente dos assuntos políticos.

Por isso, quem se opõe à autoridade – Ou seja, aqueles que se levantam contra o “próprio governo”; que procuram anarquia e confusão; e que se opõem à execução regular das leis. Está implícito, entretanto, que essas leis não devem violar os direitos de consciência ou se opor às leis de Deus.

resiste à ordem de Deuss – O que Deus ordenou ou designou. Isso significa claramente que devemos considerar o “governo” como instituído por Deus e conforme a sua vontade. “Quando” estabelecido, não devemos nos preocupar com os “títulos” dos governantes; não entrar em contendas iradas, ou recusar-se a nos submeter a eles, porque temos medo de um defeito em seu “título” ou porque eles podem tê-lo obtido pela opressão. Se o governo está estabelecido, e se suas decisões não são uma violação manifesta das leis de Deus, devemos nos submeter a ele.

trarão a si mesmos condenação – A palavra “condenação” aplicamos agora exclusivamente ao castigo do inferno; para tormentos futuros. Mas este não é necessariamente o significado da palavra que é usada aqui κρίμα krima. Freqüentemente, denota simplesmente “punição”;  ;  ;  . Neste lugar, a palavra implica “culpa” ou “criminalidade” em resistir à ordenança de Deus, e afirma que o homem que o fizer será punido.

 Tito 3.1 Relembra-os para se sujeitarem aos governantes e às autoridades, sejam obedientes, e estejam preparados para toda boa obra.

Comentário A. R. Fausset

Relembra-os – pois eles estão em perigo de esquecer seu dever, apesar de saberem disso. A oposição do cristianismo ao paganismo, e a disposição natural à rebelião dos judeus sob o império romano (dos quais muitos viviam em Creta), podem levar muitos a esquecer praticamente o que era um princípio cristão reconhecido em teoria, submissão aos poderes que são . Diodoro da Sicília menciona a tendência dos cretenses à insubordinação desenfreada.

se sujeitarem – “voluntariamente” (assim o grego).

governantes e às autoridades – grego, “magistrados… autoridades”.

sejam obedientes – os comandos dos “magistrados”; não necessariamente implicando obediência espontânea. A obediência voluntária está implícita em “pronto para toda boa obra”. Compare , mostrando que a obediência à magistratura tenderia a boas obras, já que o objetivo do magistrado geralmente é favorecer o bem e punir o mal. Contraste “desobediente” ().

Tito 3.2 Não insultem a ninguém, não sejam briguentos, mas sim pacientes, mostrando toda mansidão para com todos os homens.

Comentário A. R. Fausset

Não insultem a ninguém – Falar mal de nenhum homem, especialmente, não de “dignidades” e magistrados.

não sejam briguentos– não atacando os outros.

mas sim pacientes– para aqueles que nos atacam. Rendendo, atencioso, não exortando os direitos da pessoa ao extremo, mas tolerando e gentilmente (veja em ). Muito diferente da ganância inata e do espírito de agressão contra os outros que caracterizavam os cretenses.

mostrando – em atos.

mansidão – (Veja em ); o oposto da severidade apaixonada.

a todos os homens – O dever da conduta cristã para com todos os homens é a consequência apropriada da universalidade da graça de Deus para todos os homens, tantas vezes estabelecida nas epístolas pastorais. 


Obedecer aos magistrados – Ou seja, obedecê-los em tudo que não era contrário à palavra de Deus; Romanos 13: 1; Atos 4: 19-20.

Estar pronto para todo bom trabalho – “Estar preparado para” (hetoimous); pronto para executar tudo o que é bom; Filemom 4: 8 . Um cristão deve estar sempre pronto para fazer o bem, na medida do possível. Ele não precisa ser estimulado, ou persuadido, mas deve estar tão pronto para sempre fazer o bem que considerará um privilégio ter a oportunidade de fazê-lo.